{"id":1506,"date":"2008-02-24T22:44:45","date_gmt":"2008-02-24T21:44:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/?p=1506&#038;lang=pt-pt"},"modified":"2016-05-01T22:46:19","modified_gmt":"2016-05-01T20:46:19","slug":"albert-schweitzer-e-a-etica-para-com-os-animais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/albert-schweitzer-e-a-etica-para-com-os-animais\/","title":{"rendered":"Albert Schweitzer e a \u00e9tica para com os animais"},"content":{"rendered":"<div class=\"champ contenu_texte\">\n<div class=\"texte\" dir=\"ltr\">\n<div class=\"encadre\">\n<p>Socorrendo, por exemplo, um inseto<\/p>\n<p>que se acha amea\u00e7ado,<\/p>\n<p>nada fa\u00e7o al\u00e9m de tentar restituir<\/p>\n<p>aos animais em seu conjunto<\/p>\n<p>um pouco da d\u00edvida de culpa, sempre renovada,<\/p>\n<p>que os homens contra\u00edram em rela\u00e7\u00e3o a eles.<\/p>\n<p>Albert Schweitzer, <i>La civilisation et l\u2019\u00e9thique (A civiliza\u00e7\u00e3o e a \u00e9tica)<\/i><\/p>\n<\/div>\n<h3>O homem<\/h3>\n<p>Albert Schweitzer nasceu no dia 14 de janeiro de 1875, em Kaysersberg (Alto-Reno), tendo falecido no dia 4 de setembro de 1965, em Lambar\u00e9n\u00e9, no Gab\u00e3o. Durante a quase totalidade do s\u00e9culo XX, ele foi c\u00e9lebre no mundo inteiro e celebrado nos pa\u00eds angl\u00f3fonos, na Alemanha, na \u00c1ustria, na Su\u00ed\u00e7a, nos Pa\u00edses Baixos, na Tchecoslov\u00e1quia, nos pa\u00edses n\u00f3rdicos, no Jap\u00e3o e outras partes.  \u00a0 Na Fran\u00e7a, o Dr. Schweitzer ficou conhecido sobretudo pela sua a\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria, antes do seu desenvolvimento completo na \u00c1frica, e muito menos pelo resto de sua obra. A raz\u00e3o disso talvez seja que este protestante liberal, alsaciano bil\u00edng\u00fce, escreveu muito em alem\u00e3o. No entanto, Schweitzer sempre enfatizou aquilo que une a Fran\u00e7a e a Alemanha. Al\u00e9m disso, o seu enraizamento franc\u00eas era dos mais s\u00f3lidos. Fora a sua grande amizade com Romain Rolland, Alfred Cortot, Charles-Marie Widor, Th\u00e9odore Monod<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh2\" class=\"spip_note\" title=\"Leia-se um texto sobre Albert Schweitzer e a \u00e9tica do respeito pela vida,\u00a0(...)\" href=\"#nb2\" rel=\"footnote\">2<\/a>]<\/span>, o Abade Pierre e outros, ele era o primo-irm\u00e3o de Anne-Marie Sartre, nascida Schweitzer, a m\u00e3e de Sartre. Na \u00e9poca, Albert conduzia Jean-Paul Sartre, ent\u00e3o crian\u00e7a de peito, a passeio em seu carrinho, no Bois de Boulogne<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh3\" class=\"spip_note\" title=\"Segundo o testemunho de Robert Minder in Robert Amadou (dir.), Albert\u00a0(...)\" href=\"#nb3\" rel=\"footnote\">3<\/a>]<\/span>. Muito mais tarde, Sartre ocultava mal o seu orgulho por esse parente ilustre e inclassific\u00e1vel (cf. <i>Les mots (= As palavras)<\/i>). \u00c9 interessante notar que o livro de Albert <i>Souvenirs de mon enfance (= Recorda\u00e7\u00f5es de minha inf\u00e2ncia)<\/i> (1924), escrito em alem\u00e3o, foi traduzido para o franc\u00eas pelo seu tio Charles Schweitzer, o av\u00f4 de Sartre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Albert Schweitzer j\u00e1 era doutor em filosofia e doutor em teologia quando empreendeu estudos de medicina aos 30 anos de idade. Naquela \u00e9poca, ele era mestre de confer\u00eancias (de teologia) na Universidade de Estrasburgo, pastor luterano na igreja S\u00e3o Nicolau da mesma cidade e diretor do semin\u00e1rio protestante. Foi necess\u00e1rio uma autoriza\u00e7\u00e3o excepcional do governo para que ele pudesse ser simultaneamente docente e estudante na mesma universidade. Seu objetivo era de trabalhar mais tarde como m\u00e9dico na \u00c1frica equatorial. Widor comparava-o com um general que deixa seu posto de comando para ir combater na linha de frente. Em 1912, Albert Schweitzer tornou-se doutor em medicina e seguiu cursos de medicina tropical.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como se tudo isso n\u00e3o bastasse, Schweitzer tamb\u00e9m era muito h\u00e1bil em m\u00fasica, como organista, como music\u00f3logo especializado em Bach e como restaurador de \u00f3rg\u00e3os. J\u00e1 aos nove anos, ele substitu\u00eda durante o culto protestante o organista de Gunsbach (o \u00abpai\u00bb Iltis, seu primeiro mestre). No que concerne ao \u00f3rg\u00e3o, mais tarde ele se tornou aluno do mestre organista Eug\u00e8ne M\u00fcnch (ao qual ele consagrou um livro) e, em seguida, do grande mestre e compositor Charles-Marie Widor. No piano, ele foi aluno de Marie-Ja\u00ebl Trautmann, disc\u00edpula e amiga de Liszt.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Albert Schweitzer, auxiliado por sua mulher H\u00e9l\u00e8ne Breslau (a qual, ap\u00f3s os seus estudos de m\u00fasica e de hist\u00f3ria da arte, fez estudos de enfermagem), fundou, construiu, reconstruiu (em grande parte gra\u00e7as ao dinheiro ganho com os seus concertos, suas confer\u00eancias e seus livros), dirigiu e administrou no Gab\u00e3o, e isto at\u00e9 a sua morte, o hospital de Lambar\u00e9n\u00e9, do qual ele foi o primeiro (e no in\u00edcio o \u00fanico) m\u00e9dico e cirurgi\u00e3o. O hospital ainda existe.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Albert Schweitzer foi tamb\u00e9m um dos grandes pioneiros da luta contra as armas nucleares. Ele escrevia: \u00abNa situa\u00e7\u00e3o em que nos encontramos, o que importa n\u00e3o \u00e9 discorrer por s\u00edmbolos, mas abrir a boca e encher o mundo com os nossos gritos contra essa porcaria dos experimentos nucleares<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh4\" class=\"spip_note\" title=\"Carta a Robert Jungk, de 29 de mar\u00e7o de 1958, Christian Jensenn, \u00abOs\u00a0(...)\" href=\"#nb4\" rel=\"footnote\">4<\/a>]<\/span>...\u00bb V\u00ea-se que o pr\u00eamio Nobel da Paz que ele tinha recebido em 1952 n\u00e3o o tinha deixado sensato... em 1958 ele tinha 83 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O nosso homem n\u00e3o era um diletante!<\/p>\n<p>Ele era m\u00e9dico e cirurgi\u00e3o pleno. O doutor Schweitzer foi o primeiro no Gab\u00e3o a empregar, contra a lepra, os medicamentos sint\u00e9ticos sulf\u00f4nicos Promine e Diasone<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh5\" class=\"spip_note\" title=\"Testemunho de Fr\u00e9d\u00e9ric Trensz in Albert Schweitzer, \u00c9tudes et T\u00e9moignages,\u00a0(...)\" href=\"#nb5\" rel=\"footnote\">5<\/a>]<\/span>.<\/p>\n<p>Ele era fil\u00f3sofo pleno. Ele introduziu na \u00e9tica ocidental o conceito do respeito pela vida, por toda a esp\u00e9cie de vida, humana ou animal (<i>cf.<\/i> notadamente <i>La civilisation et l\u2019\u00e9thique<\/i> <i>(= A civiliza\u00e7\u00e3o e a \u00e9tica)<\/i> e <i>Ma vie et ma pens\u00e9e<\/i> <i>(= Minha vida e meu pensamento)<\/i>. O fil\u00f3sofo Schweitzer rejeita o <i>cogito<\/i> cartesiano. Ele escrevia:<\/p>\n<blockquote><p>Descartes toma por ponto de partida do seu pensamento a proposi\u00e7\u00e3o: eu penso, logo eu sou. A escolha deste ponto de partida o conduz irremediavelmente \u00e0 via da abstra\u00e7\u00e3o. Desse ato de pensamento fict\u00edcio e sem conte\u00fado, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel deduzir uma proposi\u00e7\u00e3o sobre as rela\u00e7\u00f5es do homem consigo mesmo e com o universo. Na realidade, o dado mais importante do pensamento tem um conte\u00fado. Pensar significa pensar alguma coisa. O dado mais imediato do pensamento humano formula-se assim: Eu sou vida que quer viver, rodeado de vida que quer viver. \u00c9 como vontade de vida rodeada de vontade de vida que o homem se concebe a si mesmo, toda vez que ele medita sobre si mesmo e sobre o mundo que o rodeia<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh6\" class=\"spip_note\" title=\"A. Schweitzer citado por Robert Amadou, in Albert Schweitzer, \u00c9tudes et\u00a0(...)\" href=\"#nb6\" rel=\"footnote\">6<\/a>]<\/span>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ele era te\u00f3logo pleno. Em teologia protestante, ele foi o fundador da escola chamada de escatologia conseq\u00fcente (<i>cf.<\/i> notadamente <i>Le secret historique de la vie de J\u00e9sus(= O segredo hist\u00f3rico da vida de Jesus)<\/i> e <i>La mystique de l\u2019Ap\u00f4tre Paul (= A m\u00edstica do Ap\u00f3stolo Paulo)<\/i>. Ele era m\u00fasico e music\u00f3logo pleno. Segundo Jacques Feschotte<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh7\" class=\"spip_note\" title=\"Albert Schweitzer, \u00c9tudes et T\u00e9moignages, op.cit., p. 253.\" href=\"#nb7\" rel=\"footnote\">7<\/a>]<\/span>, foi ele o primeiro a p\u00f4r em relevo o lado po\u00e9tico e o lado pict\u00f3rico na obra de Bach (<i>cf.<\/i> A. Schweitzer, <i>J.S. Bach, le musicien-po\u00e8te (= J.S. Bach, o m\u00fasico-poeta)<\/i>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Jean-Paul Sorg, o plano de uma edi\u00e7\u00e3o completa e cr\u00edtica das obras de Albert Schweitzer (sem a sua correspond\u00eancia) \u00abpoderia compreender 24 volumes de 400 a 500 p\u00e1ginas cada um, 3 para as narrativas autobiogr\u00e1ficas e todas as exposi\u00e7\u00f5es sobre Lambar\u00e9n\u00e9, 8 para a teologia, 8 para a filosofia. E 5 para os escritos sobre Bach, alguns outros m\u00fasicos e a quest\u00e3o da restaura\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh8\" class=\"spip_note\" title=\"Albert Schweitzer, Humanisme et mystique (Humanismo e m\u00edstica), textos\u00a0(...)\" href=\"#nb8\" rel=\"footnote\">8<\/a>]<\/span>.\u00bb<\/p>\n<h3>Os animais<\/h3>\n<p>Para esse admirador de Goethe, \u00abno come\u00e7o era o ato\u00bb. O amor e a compaix\u00e3o de Schweitzer pelos animais n\u00e3o ficaram nas palavras. A par dos quatrocentos enfermos e de seus acompanhantes, todos alojados no hospital de Lambar\u00e9n\u00e9, havia outros doentes, de quatro patas ou de penas, que eram abrigados e cuidados de bom grado, pois o bom doutor Schweitzer, sem que parecesse, havia realmente estabelecido tamb\u00e9m o que se chamaria hoje em dia de um ref\u00fagio de animais. Havia macacos, cachorros, gatos, galinhas, pelicanos etc., e at\u00e9 mesmo ant\u00edlopes, que dormiam \u00e0s vezes no quarto do doutor. \u00abH\u00e1 certos dias, escreve uma enfermeira inglesa que Schweitzer admitiu para os seus servi\u00e7os, em que n\u00e3o se sabe muito bem, em Lambar\u00e9n\u00e9, se a gente est\u00e1 num hospital ou num jardim zool\u00f3gico<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh9\" class=\"spip_note\" title=\"Albert Schweitzer, \u00c9tudes et T\u00e9moignages, op.cit., p. 290.\" href=\"#nb9\" rel=\"footnote\">9<\/a>]<\/span>.\u00bb<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tr\u00eas fontes alimentam a reflex\u00e3o de Schweitzer sobre a prote\u00e7\u00e3o dos animais. Primeiramente, a sua sensibilidade de jovem rapaz que vivia no campo do s\u00e9culo XIX. Em suas narrativas autobiogr\u00e1ficas, ele insiste nos sentimentos de revolta que os maus tratos infligidos aos animais faziam nascer nele. Filho de pastor, ele se espanta e o diz com freq\u00fc\u00eancia:<\/p>\n<blockquote><p>Parecia-me totalmente inconceb\u00edvel que na minha ora\u00e7\u00e3o vespertina eu n\u00e3o devesse orar sen\u00e3o pelos homens. \u00c9 por este motivo que, quando a minha m\u00e3e havia rezado comigo e me havia dado o beijo da noite, eu proferia ainda, em segredo, uma ora\u00e7\u00e3o que eu mesmo havia composto para todas as criaturas vivas. Ela dizia: \u00abBom Deus, protege e aben\u00e7oa tudo o que respira, preserva do mal todos os seres vivos e f\u00e1-los dormir em paz<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh10\" class=\"spip_note\" title=\"La vie et la pens\u00e9e d\u2019Albert Schweitzer (A vida e o pensamento de Albert\u00a0(...)\" href=\"#nb10\" rel=\"footnote\">10<\/a>]<\/span>.\u00bb<\/p><\/blockquote>\n<p>A segunda fonte \u00e9 a sua interpreta\u00e7\u00e3o da B\u00edblia. Para o protestante liberal<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh11\" class=\"spip_note\" title=\"O protestantismo liberal privilegia a moral evang\u00e9lica em detrimento dos\u00a0(...)\" href=\"#nb11\" rel=\"footnote\">11<\/a>]<\/span> Schweitzer, o que importa \u00e9 extrair das Escrituras a mensagem moral de Jesus Cristo e dos grandes profetas hebreus. E, segundo Schweizter, essa mensagem de amor e de n\u00e3o-viol\u00eancia tamb\u00e9m concerne, e sem nenhuma d\u00favida, aos animais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A terceira fonte \u00e9 o pensamento asi\u00e1tico, indiano e chin\u00eas. Ele escreve:<\/p>\n<blockquote><p>Desde que Schopenhauer me revelou, na minha juventude, o pensamento da \u00cdndia, este n\u00e3o cessou de exercer uma forte atra\u00e7\u00e3o sobre o meu esp\u00edrito... Al\u00e9m disso, sempre senti uma simpatia especial pela \u00e9tica indiana, porque ela n\u00e3o se preocupa somente com as rela\u00e7\u00f5es do homem com o seu semelhante e com a sociedade, mas tamb\u00e9m com a sua atitude para com todos os seres<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh12\" class=\"spip_note\" title=\"Albert Schweitzer, Les grands penseurs de l\u2019Inde (Os grandes pensadores da\u00a0(...)\" href=\"#nb12\" rel=\"footnote\">12<\/a>]<\/span>.<\/p><\/blockquote>\n<p>S\u00e3o as tradi\u00e7\u00f5es e os pensadores indianos e chineses que ajudaram Schweitzer a organizar e a expressar o seu pensamento referente \u00e0 \u00e9tica do respeito pela vida. \u00c9 o c\u00e9lebre \u00abtat tvam asi\u00bb (isto \u00e9s tu) dos <i>Upanixades<\/i> que, (depois de haver impressionado Schopenhauer), em conjunto com o vers\u00edculo 3.19 do livro b\u00edblico de Eclesiastes, leva Schweitzer a dizer:<\/p>\n<blockquote><p>Este escaravelho, jazendo morto \u00e0 beira do caminho, era um ser que vivia, lutava para subsistir - como tu, que desfrutava dos raios do sol - como tu, que estava sujeito ao medo e ao sofrimento - como tu, e que, agora, n\u00e3o \u00e9 mais que uma mat\u00e9ria em decomposi\u00e7\u00e3o - como tu tamb\u00e9m, cedo ou tarde, te tornar\u00e1s um dia<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh13\" class=\"spip_note\" title=\"Primeiro Serm\u00e3o sobre o Respeito pela Vida, 16 de fevereiro de 1919, igreja\u00a0(...)\" href=\"#nb13\" rel=\"footnote\">13<\/a>]<\/span>.<\/p><\/blockquote>\n<p>E para pagar a sua d\u00edvida, Schweitzer introduz ou reintroduz no Ocidente o formid\u00e1vel texto jainista do s\u00e9culo III ou IV a.C., \u00abAy\u00e2ram gassuta\u00bb, que exalta a Ahims\u00e2 (a n\u00e3o-viol\u00eancia):<\/p>\n<blockquote><p>Todos os santos e os vener\u00e1veis do passado, do presente e do futuro, todos dizem, anunciam, proclamam e declaram: N\u00e3o de deve matar, nem maltratar, nem injuriar, nem atormentar, nem acossar nenhum tipo de ser vivo, nenhuma esp\u00e9cie de criatura, nenhma esp\u00e9cie de animal, nem qualquer ser de qualquer tipo. Eis o puro, eterno e constante preceito da religi\u00e3o, proclamado pelos s\u00e1bios que compreendem o mundo<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh14\" class=\"spip_note\" title=\"Les grands penseurs de l\u2019Inde, op.cit., p. 65.\" href=\"#nb14\" rel=\"footnote\">14<\/a>]<\/span>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Mas Schweitzer faz o mesmo com o pensamento chin\u00eas. Ele chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que \u00abas exig\u00eancias da piedade para com todas as criaturas est\u00e3o formuladas da maneira mais completa no Kan-ying-p\u2019ien (<i>Le Livre des Actions et des R\u00e9tributions (= O Livro das A\u00e7\u00f5es e das Retribui\u00e7\u00f5es<\/i>), por volta de 1000 a 1200 d.C.<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh15\" class=\"spip_note\" title=\"Id., pp. 67 e 68.\" href=\"#nb15\" rel=\"footnote\">15<\/a>]<\/span>\u00bb. Ele enumera alguns desses preceitos e conta a hist\u00f3ria da mulher do soldado Fan que, morrendo de consump\u00e7\u00e3o, recusou, por piedade, comer como rem\u00e9dio os miolos de cem pardais. Ele cita igualmente alguns mandamentos mon\u00e1sticos do tao\u00edsmo chin\u00eas: \u00abN\u00e3o matar\u00e1s menhum ser vivo e n\u00e3o far\u00e1s mal a nenhum.\u00bb, \u00abTu n\u00e3o consumir\u00e1s nem a carne nem o sangue de nenhum ser vivo<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh16\" class=\"spip_note\" title=\"Id., p. 108.\" href=\"#nb16\" rel=\"footnote\">16<\/a>]<\/span>.\u00bb<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estas tr\u00eas fontes de inspira\u00e7\u00e3o: a sua pr\u00f3pria sensibilidade, a mensagem evang\u00e9lica extensiva a todas as criaturas, e os pensamentos indiano e chin\u00eas, levaram Schweitzer \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o da \u00e9tica do respeito pela vida, pois, no que se lhe refere, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma d\u00favida:<\/p>\n<blockquote><p>Unicamente a \u00e9tica universal dos sentimentos da responsabilidade ampliada, extensiva a tudo aquilo que vive, pode se fundamentar sobre o pensamento. A \u00e9tica do comportamento do homem para com os humanos n\u00e3o passa de um fragmento de \u00e9tica<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh17\" class=\"spip_note\" title=\"Albert Schweitzer, Ma vie et ma pens\u00e9e (A minha vida e o meu pensamento),\u00a0(...)\" href=\"#nb17\" rel=\"footnote\">17<\/a>]<\/span>.<\/p><\/blockquote>\n<p>E para dissipar todo e qualquer mal-entendido, ele escrever\u00e1 um artigo, \u00abA filosofia e a quest\u00e3o do direito dos animais\u00bb, onde ele conclui:<\/p>\n<blockquote><p>A consci\u00eancia n\u00e3o se pode subtrair a uma \u00e9tica do amor e do respeito por toda e qualquer vida. Ser\u00e1 necess\u00e1rio que a filosofia abandone a antiga \u00e9tica de limites estreitamente humanos e reconhe\u00e7a o valor de uma \u00e9tica global, ampliada para al\u00e9m do humano. Em compensa\u00e7\u00e3o, os partid\u00e1rios do amor por toda e qualquer criatura devem medir bem as dificuldades que a sua \u00e9tica levanta e decidir-se a n\u00e3o lan\u00e7ar um v\u00e9u sobre os inevit\u00e1veis conflitos por que passa cada um de n\u00f3s<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh18\" class=\"spip_note\" title=\"Humanisme et mystique (Humanismo e m\u00edstica), op.cit., p. 120.\" href=\"#nb18\" rel=\"footnote\">18<\/a>]<\/span>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Este disc\u00edpulo de Jesus Cristo, este admirador do Ap\u00f3stolo Paulo, de Bach, de Goethe, de Gandhi, era um fil\u00f3sofo, mas tamb\u00e9m um te\u00f3logo. N\u00e3o surpreende, portanto, o fato de que a sua \u00e9tica do respeito pela vida interpele a teologia.<\/p>\n<p>Ela interpela a teologia por tr\u00eas motivos:<\/p>\n<p>1. Albert Schweitzer teve a intui\u00e7\u00e3o a partir da qual ele desenvolveu a sua concep\u00e7\u00e3o ap\u00f3s uma longa medita\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter religioso ou semi-religioso. Durante meses, Schweitzer buscou a resposta \u00e0 quest\u00e3o de saber como o homem podia ser bem-sucedido em transigir consigo mesmo e com o mundo. Isto foi no in\u00edcio de seu primeiro estabelecimento no Gab\u00e3o. Em setembro de 1915, ele teve de empreender uma longa viagem de barco pelo rio Ogoou\u00e9. Eis como ele conta esse evento:<\/p>\n<blockquote><p>Naveg\u00e1vamos lentamente... Dois dias se passaram. Ao anoitecer do terceiro, quando avan\u00e7\u00e1vamos na luz do sol poente, dispersando na passagem um bando de hipop\u00f3tamos, subitamente me ocorreram, sem que eu as houvesse pressentido ou procurado, as palavras \u00abRespeito pela vida\u00bb. A porta de bronze havia cedido, a pista se tinha mostrado atrav\u00e9s da densidade do bosque. Enfim eu me havia aberto uma via em dire\u00e7\u00e3o ao centro em que a afirma\u00e7\u00e3o do mundo e da vida se unem na \u00e9tica<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh19\" class=\"spip_note\" title=\"Ma vie et ma pens\u00e9e, op.cit., p. 171.\" href=\"#nb19\" rel=\"footnote\">19<\/a>]<\/span>.<\/p><\/blockquote>\n<p>2. Ela tem ra\u00edzes b\u00edblicas:<\/p>\n<blockquote><p>Tu te sentir\u00e1s solid\u00e1rio(a) com toda a forma de vida e tu a respeitar\u00e1s. Eis o mandamento supremo. Em sua formula\u00e7\u00e3o mais elementar, dito de maneira diversa sob uma forma negativa: Tu n\u00e3o matar\u00e1s. Interdi\u00e7\u00e3o que consideramos bem irrefletidamente quando, sem pensar nisso, arrancamos uma flor ou esmagamos um inseto infeliz e \u2013 sempre sem pensar nisso \u2013 quando, numa cegueira atroz, pois tudo se sustenta, desprezamos os sofrimentos e a vida dos homens, sacrificando-os a interesses terrestres m\u00ednimos<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh20\" class=\"spip_note\" title=\"Primeiro Serm\u00e3o sobre o Respeito pela Vida, Vivre \u2013 Paroles pour une \u00e9thique,\u00a0(...)\" href=\"#nb20\" rel=\"footnote\">20<\/a>]<\/span>.<\/p><\/blockquote>\n<p>3. Ela concorda com o princ\u00edpio da n\u00e3o-viol\u00eancia de Jesus Cristo. Albert Schweitzer tinha perfeita consci\u00eancia das inconseq\u00fc\u00eancias e das lacunas expressas pelas concep\u00e7\u00f5es do cristianismo oficial:<\/p>\n<blockquote><p>Aquilo que h\u00e1 dezenove s\u00e9culos se apresenta neste mundo como cristianismo n\u00e3o passa de um esbo\u00e7o cheio de fraquezas e erros, n\u00e3o o cristianismo total, emanado do esp\u00edrito de Jesus<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh21\" class=\"spip_note\" title=\"Ma vie et ma pens\u00e9e, op.cit., p. 264.\" href=\"#nb21\" rel=\"footnote\">21<\/a>]<\/span>.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao projetar no mundo a \u00e9tica do respeito pela vida, Schweitzer deseja duas coisas:<\/p>\n<p>1. Estabelecer um ideal e uma exig\u00eancia absolutos.<\/p>\n<p>2. Propor um meio de reconciliar a exig\u00eancia \u00e9tica absoluta e as possibilidades de a\u00e7\u00e3o do ser humano de hoje.<\/p>\n<p>Eis como Schweitzer explica a sua posi\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote><p>O dado imediato da nossa consci\u00eancia, aquele ao qual retornamos toda vez que queremos chegar \u00e0 compreens\u00e3o de n\u00f3s mesmos e da nossa situa\u00e7\u00e3o no mundo, \u00e9: eu sou vida que quer viver rodeada pela vida que quer viver.<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>Sendo vontade de vida, eu afirmo a minha vida, o que n\u00e3o quer dizer simplesmente que eu me empenho em continuar a minha exist\u00eancia, mas que eu a conservo como um mist\u00e9rio e um valor.<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>Meditando sobre a vida, eu me sinto na obriga\u00e7\u00e3o de respeitar toda e qualquer vontade de vida ao meu redor como id\u00eantica \u00e0 minha, como um valor misterioso<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh22\" class=\"spip_note\" title=\"Comunica\u00e7\u00e3o perante a Academia das Ci\u00eancias Morais e Pol\u00edticas, no decorrer da\u00a0(...)\" href=\"#nb22\" rel=\"footnote\">22<\/a>]<\/span>.<\/p><\/blockquote>\n<p>E eis como ele exprime a sua proposi\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote><p>Se nos defrontamos com a necessidade de sacrificar uma vida, devemos buscar o perd\u00e3o, socorrendo, toda vez que tivermos a ocasi\u00e3o de faz\u00ea-lo, um ser vivo em perigo<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh23\" class=\"spip_note\" title=\"Charles Hoerman, \u00abPetit floril\u00e8ge d\u2019aphorismes, pens\u00e9es et dits d\u2019Albert\u00a0(...)\" href=\"#nb23\" rel=\"footnote\">23<\/a>]<\/span>.<\/p><\/blockquote>\n<p>A \u00e9tica do respeito pela vida reconhece que, atualmente, o ser humano se encontra na impossibilidade de evitar o sacrif\u00edcio de outras vidas para sua pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia. Sendo a vida moderna e a p\u00f3s-moderna o que s\u00e3o, estamos todos, at\u00e9 mesmo os mais inocentes dentre n\u00f3s, implicados, direta ou indiretamente, pelos produtos que compramos, pela alimenta\u00e7\u00e3o, pelos impostos e taxas que pagamos, pelos pol\u00edticos - homens e mulheres \u2013 em que votamos e aos quais damos o poder de agir e de decidir em nosso nome. Certamente, compramos os produtos que nos parecem os mais inocentes. Sim, n\u00e3o comemos absolutamente, ou comemos o menos poss\u00edvel de carne ou de produtos de origem animal. Mas mesmo se fazemos tudo isso, colaboramos for\u00e7osamente com o sistema, cujos meios de acesso que conduzem \u00e0 explora\u00e7\u00e3o intensiva dos animais, ou que v\u00eam desta \u00faltima, s\u00e3o m\u00faltiplos e, \u00e0s vezes, desconhecidos. At\u00e9 mesmo o vegetariano mais intransigente, com os impostos e taxas que paga, subvenciona, sem querer, a cria\u00e7\u00e3o intensiva de aves, os currais de porcos industriais, a pesca marinha intensiva, etc., pois todas estas atividades s\u00e3o subvencionadas pelos poderes p\u00fablicos com o dinheiro dos contribuintes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Albert Schweitzer nos convida a olhar para a realidade de frente e a n\u00e3o desesperar. A \u00e9tica do respeito pela vida leva em conta todos esses fatores.<\/p>\n<p>Ela segrega um m\u00e9todo que pode parecer lento, mas que \u00e9 eficaz. Uma mudan\u00e7a radical do comportamento dos seres humanos requer um trabalho em profundidade. Toda e qualquer a\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea que vise a aliviar o sofrimento e o mal \u00e9 boa e necess\u00e1ria, mas ela pode ter uma significa\u00e7\u00e3o contingente. Sem negligenciar as a\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas, a \u00e9tica do respeito pela vida deseja sublinhar a import\u00e2ncia dos movimentos reflexos, estrat\u00e9gicos, que se preocupam com o essencial, assim como com o resultado no longo prazo.<\/p>\n<div class=\"encadre\">\n<h3>Endere\u00e7os relacionados com Albert Schweitzer<\/h3>\n<p>Association Internationale pour l\u2019Oeuvre du Docteur Albert Schweitzer de Lambar\u00e9n\u00e9 (Associa\u00e7\u00e3o Internacional para a Obra do Doutor Albert Schweitzer de Lambar\u00e9n\u00e9) (AISL),<\/p>\n<p>Site: <a class=\"spip_url spip_out\" href=\"http:\/\/www.schweitzer.org\" rel=\"external\">www.schweitzer.org<\/a>, e-mail: <a class=\"spip_mail\" href=\"mailto:information@schweitzer.org\">mailto:information@schweitzer.org<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Centre International Albert Schweitzer, Maison Albert Schweitzer, Mus\u00e9e, Archives et Librairie (Centro Internacional Albert Schweitzer, Casa Albert Schweitzer, Museu, Arquivos e Livraria)<\/p>\n<p>8, route de Munster \u2013 68140 Gunsbach \u2013 Fran\u00e7a<\/p>\n<p>e-mail: <a class=\"spip_mail\" href=\"mailto:gunsbach@schweitzer.org\">mailto:gunsbach@schweitzer.org<\/a> \u2013 Telefone e fax: 03 89 77 31 42<\/p>\n<p>(O Centro Internacional publica um boletim informativo:<i>Le Courrier de Gunsbach (O Correio de Gunsbach)<\/i>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Association Fran\u00e7aise des Amis d\u2019Albert Schweitzer (Associa\u00e7\u00e3o Francesa dos Amigos de Albert Schweitzer) (AFAAS)<\/p>\n<p>1, quai Saint-Thomas \u2013 CEP 80022 \u2013 67081 Estrasburgo Cedex \u2013 Fran\u00e7a<\/p>\n<p>(A AFAAS publica a revista trimestral <i>Cahiers Albert Schweizer (Cadernos Albert Schweitzer)<\/i>, assim como os <i>\u00c9tudes Schweitzeriennes (Estudos de Schweitzer)<\/i>.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"encadre\">\n<h3>Livros publicados de Albert Schweitzer,<img loading=\"lazy\" class=\"br-manuel\" title=\"Retour ligne manuel\" src=\"http:\/\/localhost\/cahiers\/local\/cache-vignettes\/L10xH10\/br-manuel-10-418b3.png?1461081257\" alt=\"Retour ligne manuel\" width=\"10\" height=\"10\" \/><br \/>\nescritos ou traduzidos para o franc\u00eas<\/h3>\n<p><i>Jean-S\u00e9bastien Bach, le musicien-po\u00e8te (Johann Sebastian Bach, o m\u00fasico-poeta)<\/i><\/p>\n<p>Eug\u00e8ne M\u00fcnch 1857-1898<\/p>\n<p>A l\u2019Or\u00e9e de la for\u00eat vierge (Na orla da floresta virgem)<\/p>\n<p>Souvenirs de mon enfance (Recorda\u00e7\u00f5es de minha inf\u00e2ncia)<\/p>\n<p>Histoires de la for\u00eat vierge (Hist\u00f3rias da floresta virgem)<\/p>\n<p>Les grands penseurs de l\u2019Inde (Os grandes pensadores da \u00cdndia)<\/p>\n<p>Ma vie et ma pens\u00e9e (Minha vida e meu pensamento)<\/p>\n<p>Un p\u00e9lican raconte sa vie (Um pelicano conta a sua vida)<\/p>\n<p>Cro\u00eetre et m\u00fbrir (Crescer e amadurecer)<\/p>\n<p>Les jugements psychiatriques sur J\u00e9sus (Os julgamentos psiqui\u00e1tricos sobre Jesus)<\/p>\n<p>Le secret historique de la vie de J\u00e9sus (O segredo hist\u00f3rico da vida de Jesus)<\/p>\n<p>Mystique de l\u2019Ap\u00f4tre Paul (M\u00edstica do Ap\u00f3stolo Paulo)<\/p>\n<p>Paix ou guerre atomique (Paz ou guerra at\u00f4mica)<\/p>\n<p>Vivre (Viver)<\/p>\n<p>Les religions mondiales et le christianisme (As religi\u00f5es mundiais e o cristianismo)<\/p>\n<p>La civilisation et l\u2019\u00e9thique (A civiliza\u00e7\u00e3o e a \u00e9tica)<\/p>\n<p>La paix par le respect de la vie (A paz pelo respeito pela vida)<\/p>\n<p><i>Conversations sur le Nouveau Testament (Conversas sobre o Novo Testamento)<\/i> \u00a0 Outros livros de Schweitzer, escritos em alem\u00e3o, foram traduzidos de outras l\u00ednguas (sobretudo para o ingl\u00eas), mas n\u00e3o para o franc\u00eas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"champ contenu_notes\">\n<h2 class=\"label\">Notes<\/h2>\n<div class=\"notes\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"nb1\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 1\" href=\"#nh1\" rev=\"footnote\">1<\/a>]\u00a0<\/span><a class=\"spip_url spip_out broken_link\" href=\"http:\/\/www.webzinemaker.com\/saintfrancois\" rel=\"external\">www.webzinemaker.com\/saintfrancois<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb2\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 2\" href=\"#nh2\" rev=\"footnote\">2<\/a>]\u00a0<\/span>Leia-se um texto sobre Albert Schweitzer e a \u00e9tica do respeito pela vida, escrito pelo seu disc\u00edpulo e amigo Th\u00e9odore Monod: <i>L\u2019hippopotame et le philosophe (O hipop\u00f3tamo e o fil\u00f3sofo)<\/i>, Actes Sud, 1993, reedi\u00e7\u00e3o Babel, 2004, pp. 333-339.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb3\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 3\" href=\"#nh3\" rev=\"footnote\">3<\/a>]\u00a0<\/span>Segundo o testemunho de Robert Minder <i>in<\/i> Robert Amadou (dir.), <i>Albert Schweitzer, \u00c9tudes et T\u00e9moignages (Albert Schweitzer, Estudos e Testemunhos)<\/i>, \u00c9ditions de w:st=\"on\" productid=\"la Main\"la Main Jet\u00e9e, 1951, p. 47. (Essa obra compila textos e testemunhos de Andr\u00e9 Siegfried, Gilbert Cesbron, Robert Minder, Maurice Polidori, Robert Amadou, Georges Marchal, Maurice Goguel, Fr\u00e9d\u00e9ric Trensz, Jacques Feschotte e Daniel Hal\u00e9vy).<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb4\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 4\" href=\"#nh4\" rev=\"footnote\">4<\/a>]\u00a0<\/span>Carta a Robert Jungk, de 29 de mar\u00e7o de 1958, Christian Jensenn, \u00abOs posicionamentos de Albert Schweitzer contra a corrida aos armamentos at\u00f4micos\u00bb, <i>Le Courrier de Gunsbach (O Correio de Gunsbach)<\/i> n\u00ba 6, 2007, p. 3.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb5\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 5\" href=\"#nh5\" rev=\"footnote\">5<\/a>]\u00a0<\/span>Testemunho de Fr\u00e9d\u00e9ric Trensz <i>in Albert Schweitzer, \u00c9tudes et T\u00e9moignages, op.cit.<\/i>, p. 218.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb6\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 6\" href=\"#nh6\" rev=\"footnote\">6<\/a>]\u00a0<\/span>A. Schweitzer citado por Robert Amadou, <i>in Albert Schweitzer, \u00c9tudes et T\u00e9moignages, op.cit.<\/i>, pp. 92-93.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb7\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 7\" href=\"#nh7\" rev=\"footnote\">7<\/a>]\u00a0<\/span><i>Albert Schweitzer, \u00c9tudes et T\u00e9moignages, op.cit.<\/i>, p. 253.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb8\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 8\" href=\"#nh8\" rev=\"footnote\">8<\/a>]\u00a0<\/span><i>Albert Schweitzer, Humanisme et mystique (Humanismo e m\u00edstica)<\/i>, textos selecionados e apresentados por Jean-Paul Sorg, Albin Michel, 1995, p. 9.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb9\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 9\" href=\"#nh9\" rev=\"footnote\">9<\/a>]\u00a0<\/span><i>Albert Schweitzer, \u00c9tudes et T\u00e9moignages, op.cit.<\/i>, p. 290.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb10\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 10\" href=\"#nh10\" rev=\"footnote\">10<\/a>]\u00a0<\/span><i>La vie et la pens\u00e9e d\u2019Albert Schweitzer (A vida e o pensamento de Albert Schweitzer)<\/i>, uma publica\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o su\u00ed\u00e7a de aux\u00edlio ao hospital Albert Schweitzer de Lambar\u00e9n\u00e9, realizada por Richard Brulmann, tradu\u00e7\u00e3o de F\u00e9lix L\u00e9vy, 1989, p. 5.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb11\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 11\" href=\"#nh11\" rev=\"footnote\">11<\/a>]\u00a0<\/span>O protestantismo liberal privilegia a moral evang\u00e9lica em detrimento dos dogmas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb12\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 12\" href=\"#nh12\" rev=\"footnote\">12<\/a>]\u00a0<\/span>Albert Schweitzer, <i>Les grands penseurs de l\u2019Inde (Os grandes pensadores da \u00cdndia)<\/i>, Petite Biblioth\u00e8que Payot, 1962, p.8.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb13\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 13\" href=\"#nh13\" rev=\"footnote\">13<\/a>]\u00a0<\/span>Primeiro Serm\u00e3o sobre o Respeito pela Vida, 16 de fevereiro de 1919, igreja de S\u00e3o Nicolau, de Estrasburgo, <i>in<\/i> Albert Schweitzer, <i>Vivre - Paroles pour une \u00e9thique du temps pr\u00e9sent (Viver - Palavras para uma \u00e9tica do tempo presente)<\/i>, Albin Michel, 1970, reedi\u00e7\u00e3o, cole\u00e7\u00e3o \u00abEspaces libres\u00bb (\u00abEspa\u00e7os livres\u00bb), 1995, p. 169.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb14\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 14\" href=\"#nh14\" rev=\"footnote\">14<\/a>]\u00a0<\/span><i>Les grands penseurs de l\u2019Inde, op.cit.<\/i>, p. 65.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb15\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 15\" href=\"#nh15\" rev=\"footnote\">15<\/a>]\u00a0<\/span><i>Id.<\/i>, pp. 67 e 68.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb16\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 16\" href=\"#nh16\" rev=\"footnote\">16<\/a>]\u00a0<\/span><i>Id.<\/i>, p. 108.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb17\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 17\" href=\"#nh17\" rev=\"footnote\">17<\/a>]\u00a0<\/span>Albert Schweitzer, <i>Ma vie et ma pens\u00e9e (A minha vida e o meu pensamento)<\/i>, Albin Michel, 1960, p. 173.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb18\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 18\" href=\"#nh18\" rev=\"footnote\">18<\/a>]\u00a0<\/span><i>Humanisme et mystique (Humanismo e m\u00edstica), op.cit.<\/i>, p. 120.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb19\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 19\" href=\"#nh19\" rev=\"footnote\">19<\/a>]\u00a0<\/span><i>Ma vie et ma pens\u00e9e, op.cit.<\/i>, p. 171.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb20\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 20\" href=\"#nh20\" rev=\"footnote\">20<\/a>]\u00a0<\/span>Primeiro Serm\u00e3o sobre o Respeito pela Vida, <i>Vivre \u2013 Paroles pour une \u00e9thique, op.cit.<\/i>, p. 171.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb21\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 21\" href=\"#nh21\" rev=\"footnote\">21<\/a>]\u00a0<\/span><i>Ma vie et ma pens\u00e9e, op.cit.<\/i>, p. 264.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb22\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 22\" href=\"#nh22\" rev=\"footnote\">22<\/a>]\u00a0<\/span>Comunica\u00e7\u00e3o perante a Academia das Ci\u00eancias Morais e Pol\u00edticas, no decorrer da sess\u00e3o de 20 de outubro de 1952, <i>Cahiers Albert Schweitzer (Cadernos Albert Schweitzer)<\/i>, n\u00ba 108, 1997, pp. 30-31.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb23\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 23\" href=\"#nh23\" rev=\"footnote\">23<\/a>]\u00a0<\/span>Charles Hoerman, \u00abPetit floril\u00e8ge d\u2019aphorismes, pens\u00e9es et dits d\u2019Albert Schweitzer\u00bb (\u00abPequeno floril\u00e9gio de aforismos, pensamentos e ditos de Albert Schweitzer\u00bb), <i>in Cahiers Albert Schweitzer<\/i>, n\u00ba 108, 1997.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-socializer wpsr-share-icons \" data-lg-action=\"show\" data-sm-action=\"show\" data-sm-width=\"768\" ><h3>Share and Enjoy !<\/h3><div class=\"wpsr-si-inner\"><div class=\"wpsr-counter wpsrc-sz-32px\" style=\"color:#000\"><span class=\"scount\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook,twitter,linkedin,pinterest,print,pdf\">0<\/span><\/span><small class=\"stext\">Shares<\/small><\/div><div class=\"socializer sr-popup sr-32px sr-circle sr-opacity sr-pad sr-count-1 sr-count-1\"><span class=\"sr-facebook\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/share.php?u=\" target=\"_blank\"  title=\"Share this on Facebook\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-facebook-f\"><\/i><span 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