{"id":1496,"date":"2007-03-07T22:31:07","date_gmt":"2007-03-07T21:31:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/?p=1496&#038;lang=pt-pt"},"modified":"2016-05-01T22:35:24","modified_gmt":"2016-05-01T20:35:24","slug":"senciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/senciencia\/","title":{"rendered":"Senci\u00eancia!"},"content":{"rendered":"<div class=\"champ contenu_texte\">\n<div class=\"texte\" dir=\"ltr\">\n<h3>Um neologismo necess\u00e1rio?<\/h3>\n<p>Nos textos que seguem, n\u00e3o introduzimos o neologismo \u00absenci\u00eancia\u00bb. Creio que no futuro dele faremos uso e tentaremos populariz\u00e1-lo, da mesma forma que o adjetivo associado (\u00absenciente\u00bb). \u00c9 que em portugu\u00eas nos falta uma palavra para designar a coisa mais importante do mundo, talvez a \u00fanica que importa: o fato de que certos seres t\u00eam percep\u00e7\u00f5es, emo\u00e7\u00f5es e que, por conseguinte, a maioria dentre eles (todos?) t\u00eam desejos, objetivos, uma vontade que lhes s\u00e3o pr\u00f3prios. Como qualificar esta faculdade de sentir, de pensar, de ter uma vida mental subjetiva? Os anglo-sax\u00f5es t\u00eam o substantivo <i>sentience<\/i> (e o adjetivo <i>sentient<\/i> para designar isso, os italianos o termo <i>senzienza<\/i> (adj. <i>senziente<\/i>). Em portugu\u00eas, n\u00e3o temos o equivalente exato. Temos diversas palavras que remetem \u00e0 senci\u00eancia, mas cada um deles tem o inconveniente de ser ou poliss\u00eamico, ou de ser um pouco redutor, evocando de maneira privilegiada uma dimens\u00e3o da vida mental. N\u00f3s temos:<\/p>\n<p>- a palavra <i>sensibilidade<\/i>, mas se diz tamb\u00e9m de um indiv\u00edduo que ele \u00e9 sens\u00edvel, para designar o fato de que ele \u00e9 mais emotivo do que a m\u00e9dia de seus cong\u00eaneres sencientes;<\/p>\n<p>- a palavra <i>consci\u00eancia<\/i>, mas o termo tamb\u00e9m tem o sentido mais restrito de consci\u00eancia moral, de faculdade de fazer julgamentos sobre o bem e o mal;<\/p>\n<p>- a palavra <i>esp\u00edrito<\/i>, mas ela evoca a dimens\u00e3o cognitiva de maneira privilegiada \u00e0 emotiva da vida mental: o pensamento, a raz\u00e3o (outrora, tamb\u00e9m se fazia uso do termo <i>entendimento<\/i>); ainda por cima, a palavra esp\u00edrito inclui, \u00e0s vezes, a id\u00e9ia de que se trataria de uma realidade sobrenatural ou alheia ao mundo f\u00edsico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 pena que as palavras veiculem uma divis\u00e3o da experi\u00eancia subjetiva, ratificando dissocia\u00e7\u00f5es que mereceriam ser questionadas. Existe fundamento em sustentar que o pensamento, o racioc\u00ednio, pertencem ao registro da sensibilidade: quando, ante uma demonstra\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica, pensamos \u00abIsto est\u00e1 errado\u00bb, <i>errado<\/i> \u00e9 um sentimento ao qual n\u00e3o pode ter acesso um artefato n\u00e3o-senciente, mesmo se ele opera no campo das matem\u00e1ticas. Tamb\u00e9m existe raz\u00e3o em sustentar que a sensa\u00e7\u00e3o implica o julgamento (bom, mau), que \u00e9 o fundamento da consci\u00eancia moral.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 pena que n\u00e3o tenhamos o equivalente do ingl\u00eas <i>feeling<\/i>, que em seu lugar sejam obrigados a escolher entre as palavras <i>sensa\u00e7\u00e3o<\/i> (quente, fome...) e <i>sentimento<\/i> (amor, tristeza...), a primeira com uma fragr\u00e2ncia de \u00abf\u00edsico\u00bb, \u00abcorporal\u00bb, e a segunda com uma fragr\u00e2ncia de \u00abps\u00edquico\u00bb, \u00abespiritual\u00bb. Ou talvez o problema n\u00e3o esteja tanto nas palavras (a raiz \u00e9 efetivamente \u00absentir\u00bb em ambos os casos), mas antes na vontade tenaz de fazer jogos de palavras, para atribuir aos animais uma senci\u00eancia que n\u00e3o \u00e9 uma \u00fanica. Uma vez, ouvi algu\u00e9m dizer numa conversa: \u00abos animais sofrem\u00bb, acrescentando depois, como para se emendar: \u00abno final das contas, pelo menos eles conhecem um sofrimento puramente f\u00edsico\u00bb. O sofrimento \u00abpuramente f\u00edsico\u00bb (por oposi\u00e7\u00e3o a \u00abps\u00edquico\u00bb ou \u00abpsicol\u00f3gico\u00bb), isso n\u00e3o existe, n\u00e3o \u00e9 o sofrimento. As sensa\u00e7\u00f5es s\u00e3o sentimentos.<\/p>\n<p>Parece-me que valeria a pena investir numa reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre este recorte do mental, que veiculam n\u00e3o somente o vocabul\u00e1rio, mas setores inteiros da nossa cultura: recusar a validade das divis\u00f5es estanques entre as faculdades da alma tem implica\u00e7\u00f5es importantes para a causa animal. A <i>alma<\/i> (do latim <i>anima<\/i>), eis ainda uma outra palavra de que dispomos, a mais bela de todas: a pr\u00f3pria etimologia indica que <i>os animais s\u00e3o os seres que t\u00eam uma alma<\/i>! Infelizmente, \u00e9 quase imposs\u00edvel empreg\u00e1-la sem se munir de uma carrada de aspas e de prud\u00eancia, de receio de que o audit\u00f3rio venha a acreditar que se lhe esteja fazendo um discurso religioso, tanto o uso se estabeleceu no sentido de reserv\u00e1-la para esse registro.<\/p>\n<p>Senci\u00eancia, portanto!<\/p>\n<h3>Por que colocar a senci\u00eancia em primeiro plano?<\/h3>\n<p>Ap\u00f3s o n\u00famero 23, especialmente dedicado \u00e0 sensibilidade, ap\u00f3s diversos artigos consagrados ao mesmo assunto em n\u00fameros anteriores<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh1\" class=\"spip_note\" title=\"A sensibilidade dos peixes (CA n\u00b0 1 e 2 (Tom Regan, CA n\u00b08), a vida mental\u00a0(...)\" href=\"#nb1\" rel=\"footnote\">1<\/a>]<\/span>, os <i>Cahiers<\/i> consagram um novo dossi\u00ea \u00e0 consci\u00eancia animal, e provavelmente retornar\u00e3o a este tema em n\u00fameros posteriores.<\/p>\n<p>Por que fazer da senci\u00eancia um tema priorit\u00e1rio? Porque quando os humanos perceberem plenamente que os animais s\u00e3o sencientes, quando eles tiverem sido despojados de todas as ast\u00facias mentais que lhes permitem esquec\u00ea-lo, ou mentir a si mesmos sobre a realidade da consci\u00eancia animal, eles n\u00e3o poder\u00e3o mais perseverar friamente na barb\u00e1rie em rela\u00e7\u00e3o a eles. A proposi\u00e7\u00e3o \u00abOs animais s\u00e3o sencientes\u00bb n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o descritiva; ela n\u00e3o \u00e9 a injun\u00e7\u00e3o de nada. No entanto, o simples fato de sentir, compreender, ter presente no esp\u00edrito, que esta proposi\u00e7\u00e3o \u00e9 verdadeira, cria uma incita\u00e7\u00e3o no sentido de mudar de comportamento para com os bichos: \u00e9 dif\u00edcil fazer mal a algu\u00e9m com conhecimento de causa quando n\u00e3o se tem mais os meios de se tornar surdo e cego a seu sofrimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A for\u00e7a da mensagem \u00abOs animais s\u00e3o sencientes\u00bb tamb\u00e9m se prende ao fato de que ela pode ser veiculada por toda a parte no movimento animalista. Ela pode ser um tema federativo, que torna o conjunto mais aud\u00edvel, mais vis\u00edvel na sociedade, aquele que faz com que al\u00e9m do campo de a\u00e7\u00e3o e das orienta\u00e7\u00f5es de cada um, se perceba o sopro de uma exig\u00eancia forte, insistente, de prestar aten\u00e7\u00e3o aos animais.<\/p>\n<p>No dia 25 de abril de 2005, Joyce D\u2019Silva, diretora do CIWF, dirigia aos colaboradores dessa organiza\u00e7\u00e3o uma recomenda\u00e7\u00e3o<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh2\" class=\"spip_note\" title=\"Esta mensagem de Joyce D\u2019Silva sucede ao col\u00f3quio From Darwin to Dawkins: the\u00a0(...)\" href=\"#nb2\" rel=\"footnote\">2<\/a>]<\/span> que poder\u00edamos fazer nossa:<\/p>\n<blockquote><p>Fa\u00e7am refer\u00eancia \u00e0 senci\u00eancia animal cada vez que puderem, ao se comunicarem, seja nos seus correios postais ou eletr\u00f4nicos, seja nos documentos oficiais, dirigidos aos governos, aos pol\u00edticos e aos intelectuais. Por favor, conservem isso no esp\u00edrito. J\u00e1 percorremos um longo caminho desde que lan\u00e7amos esta campanha em 1988 \u2013 todo o mundo pensava ent\u00e3o que est\u00e1vamos loucos ao falarmos de senci\u00eancia animal! Mas ainda nos resta um longo caminho a trilhar, e \u00e9 verdade que quanto mais utilizarmos este termo, tanto mais ele penetrar\u00e1 na consci\u00eancia geral da humanidade.<\/p><\/blockquote>\n<p>Reconhecer a sensibilidade animal certamente n\u00e3o \u00e9 tudo. Ter consci\u00eancia da exist\u00eancia das necessidades e aspira\u00e7\u00f5es de todos os seres sencientes n\u00e3o nos diz o que fazer. Parece-me improv\u00e1vel que se possa contentar em transpor os preceitos morais elaborados quando a preocupa\u00e7\u00e3o era unicamente com os humanos; n\u00e3o sabemos ainda o que \u00e9 uma \u00e9tica n\u00e3o-especista. Mas reconhecer a sensibilidade animal \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o para <i>querer<\/i> construir e aplicar esta \u00e9tica, a condi\u00e7\u00e3o para que <i>procuremos<\/i> saber o que \u00e9 bom de se fazer de um ponto de vista verdadeiramente universal, aquele que engloba todos os habitantes sencientes deste mundo.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o \u00abde antes\u00bb e \u00abde ap\u00f3s\u00bb. N\u00e3o vamos come\u00e7ar por generalizar a consci\u00eancia, nos humanos, do fato de que os animais s\u00e3o sencientes, para em seguida elaborar uma \u00e9tica completa, adaptada a este conhecimento, e enfim somente traduzi-la em reivindica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de mudan\u00e7as concretas \u2013 isto seria transferir o melhoramento da condi\u00e7\u00e3o animal para o final dos tempos. Trata-se de dizer que \u00e9 preciso atribuir a maior import\u00e2ncia, em tudo o que fazemos hoje, \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o factual da senci\u00eancia animal. Ainda que, enquanto tal, esta afirma\u00e7\u00e3o nada preconize, \u00e9 ela que d\u00e1 for\u00e7a, audi\u00eancia, \u00e0s exig\u00eancias \u00e9ticas e pol\u00edticas em favor dos animais, formuladas com base no conhecimento \u2013 certamente imperfeito \u2013 que temos hoje das mudan\u00e7as poss\u00edveis e desej\u00e1veis.<\/p>\n<h3>Conte\u00fado do dossi\u00ea \u00abConsci\u00eancia animal\u00bb<\/h3>\n<p>O dossi\u00ea \u00abconsci\u00eancia animal\u00bb, inclu\u00eddo neste n\u00famero dos <i>Cahiers<\/i>, \u00e9 mais especificamente consagrado \u00e0 senci\u00eancia nas ci\u00eancias ou na filosofia, porque \u00e9 l\u00e1 que se encontra um dos obst\u00e1culos \u00e0 atitude de levar a s\u00e9rio a sensibilidade animal. A ambi\u00e7\u00e3o do dossi\u00ea \u00e9 dupla:<\/p>\n<p>- fazer saber que a compreens\u00e3o da consci\u00eancia permanece um problema n\u00e3o-resolvido, e que isso n\u00e3o \u00e9 an\u00f3dino para a causa animal;<\/p>\n<p>- incitar a procurar os meios para que as lacunas dos nossos conhecimentos na mat\u00e9ria n\u00e3o possam ser utilizadas para negar a senci\u00eancia animal, e fornecer desde j\u00e1 algumas ferramentas para esta finalidade.<\/p>\n<p>Estes dois temas est\u00e3o no cerne do artigo \u00abA ci\u00eancia e a nega\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia animal\u00bb (David Olivier, Estiva Reus). Mais geralmente, todos os textos reunidos neste dossi\u00ea fazem uma contribui\u00e7\u00e3o para aquilo que \u00e9 o seu objetivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tomamos emprestado ao blog de Jane Hendy um testemunho intitulado \u00abNo campo do inimigo\u00bb, porque ele ilustra a maneira pela qual certos cientistas fazem uso de sua autoridade para negar o sofrimento animal. \u00c9 uma atitude que n\u00e3o \u00e9 excepcional entre os \u00abperitos em bem-estar\u00bb, isto \u00e9, em pessoas que det\u00eam um poder para favorecer ou frear reformas destinadas a reduzir o mal-estar nos locais de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O livro <i>Through Our Eyes Only<\/i> (<i>Apenas Atrav\u00e9s dos Nossos Olhos<\/i>), de Marian Stamp Dawkins, cujo resumo abre este dossi\u00ea, \u00e9 uma obra de refer\u00eancia no dom\u00ednio da consci\u00eancia animal. Pode-se l\u00ea-lo pelos numerosos exemplos que ele fornece de comportamentos complexos em indiv\u00edduos de diversas esp\u00e9cies. Mas n\u00e3o se trata de uma colet\u00e2nea de est\u00f3rias sobre a vida dos animais. As informa\u00e7\u00f5es que ele fornece s\u00e3o postas a servi\u00e7o de uma problem\u00e1tica que se poderia resumir da seguinte maneira: como se pode, ao mesmo tempo que se reconhece que a consci\u00eancia permanece um enigma, e sem trair o rigor cient\u00edfico, sustentar que existem boas raz\u00f5es para crer que os animais s\u00e3o conscientes?<\/p>\n<p>Enfim, Agnese Pignataro, em \u00abO elo entre sensibilidade e pensamento na cr\u00edtica do automatismo animal de Descartes: Bayle, La Mettrie, Maupertuis\u00bb, nos faz descobrir o que fil\u00f3sofos diziam da senci\u00eancia animal nos s\u00e9culos XVII e XVIII. Constituiria um erro deter-se em algumas hip\u00f3teses biol\u00f3gicas antiquadas destes autores, para concluir que o conjunto est\u00e1 obsoleto. A hip\u00f3tese cartesiana de uma sensibilidade mec\u00e2nica, de uma \u00absensibilidade\u00bb sem sensa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o est\u00e1 morta, ela assumiu novos aspectos. E aquilo que objetavam os contraditores de Descartes em seu tempo n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o longe, tanto em sua riqueza, quanto em suas insufici\u00eancias, do que se poderia dizer hoje em dia.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"champ contenu_notes\">\n<h2 class=\"label\">Notes<\/h2>\n<div class=\"notes\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"nb1\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 1\" href=\"#nh1\" rev=\"footnote\">1<\/a>]\u00a0<\/span>A sensibilidade dos peixes (<i>CA<\/i> <a class=\"spip_out\" href=\"http:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/numero\/01\/\" rel=\"external\">n\u00b0\u00a01<\/a> e\u00a0<a class=\"spip_out\" href=\"http:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/numero\/02\/\" rel=\"external\">2<\/a> (Tom Regan, <i>CA<\/i> n\u00b08), a vida mental dos animais por ou de acordo com DeGrazia (<i>CA<\/i> <a class=\"spip_out\" href=\"http:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pourquoi-et-comment-etudierla-vie-mentale-des-animaux\/\" rel=\"external\">n\u00b018<\/a> e\u00a0<a class=\"spip_out\" href=\"http:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pourquoi-et-comment-etudierla-vie-mentale-des-animaux-2\/\" rel=\"external\">19<\/a>)<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb2\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 2\" href=\"#nh2\" rev=\"footnote\">2<\/a>]\u00a0<\/span>Esta mensagem de Joyce D\u2019Silva sucede ao col\u00f3quio <i>From Darwin to Dawkins: the science and implications of animal sentience<\/i> (<i>De Darwin a Dawkins: a ci\u00eancia e implica\u00e7\u00f5es da senci\u00eancia animal<\/i>), organizado em Londres pelo CIWF nos dias 17 e 18 de mar\u00e7o de 2005.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-socializer wpsr-share-icons \" data-lg-action=\"show\" data-sm-action=\"show\" data-sm-width=\"768\" ><h3>Share and Enjoy !<\/h3><div class=\"wpsr-si-inner\"><div class=\"wpsr-counter wpsrc-sz-32px\" style=\"color:#000\"><span class=\"scount\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook,twitter,linkedin,pinterest,print,pdf\">0<\/span><\/span><small class=\"stext\">Shares<\/small><\/div><div class=\"socializer sr-popup sr-32px sr-circle sr-opacity sr-pad sr-count-1 sr-count-1\"><span class=\"sr-facebook\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/share.php?u=\" target=\"_blank\"  title=\"Share this on Facebook\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-facebook-f\"><\/i><span class=\"ctext\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook\">0<\/span><\/span><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-twitter\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?text=%20-%20%20\" target=\"_blank\"  title=\"Tweet this !\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-twitter\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-linkedin\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/sharing\/share-offsite\/?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Add this to LinkedIn\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-linkedin-in\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-pinterest\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.pinterest.com\/pin\/create\/button\/?url=&amp;media=&amp;description=\" target=\"_blank\"  title=\"Submit this to Pinterest\"  style=\"color: #ffffff\" data-pin-custom=\"true\"><i class=\"fab fa-pinterest\"><\/i><span class=\"ctext\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"pinterest\">0<\/span><\/span><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-print\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.printfriendly.com\/print?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Print this article \"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fa fa-print\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-pdf\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.printfriendly.com\/print?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Convert to PDF\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fa fa-file-pdf\"><\/i><\/a><\/span><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um neologismo necess\u00e1rio? Nos textos que seguem, n\u00e3o introduzimos o neologismo \u00absenci\u00eancia\u00bb. Creio que no futuro dele faremos uso e tentaremos populariz\u00e1-lo, da mesma forma que o adjetivo associado (\u00absenciente\u00bb). \u00c9 que em portugu\u00eas nos falta uma palavra para designar a coisa mais importante do mundo, talvez a \u00fanica que importa: o fato de que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":41,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[211],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v14.9 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Senci\u00eancia! - Les Cahiers antisp\u00e9cistes<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/senciencia\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Senci\u00eancia! - Les Cahiers antisp\u00e9cistes\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Um neologismo necess\u00e1rio? Nos textos que seguem, n\u00e3o introduzimos o neologismo \u00absenci\u00eancia\u00bb. Creio que no futuro dele faremos uso e tentaremos populariz\u00e1-lo, da mesma forma que o adjetivo associado (\u00absenciente\u00bb). \u00c9 que em portugu\u00eas nos falta uma palavra para designar a coisa mais importante do mundo, talvez a \u00fanica que importa: o fato de que [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/senciencia\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Les Cahiers antisp\u00e9cistes\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2007-03-07T21:31:07+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2016-05-01T20:35:24+00:00\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/\",\"name\":\"Les Cahiers antisp\\u00e9cistes\",\"description\":\"R\\u00e9flexion et action pour l&#039;\\u00e9galit\\u00e9 animale\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/?s={search_term_string}\",\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/senciencia\/#webpage\",\"url\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/senciencia\/\",\"name\":\"Senci\\u00eancia! - Les Cahiers antisp\\u00e9cistes\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2007-03-07T21:31:07+00:00\",\"dateModified\":\"2016-05-01T20:35:24+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#\/schema\/person\/8bb15943b53650c1c3297510eba00da4\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/senciencia\/\"]}]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#\/schema\/person\/8bb15943b53650c1c3297510eba00da4\",\"name\":\"Estiva Reus\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#personlogo\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/3b5de05b62c5c6a9301315d7fab06da4?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Estiva Reus\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1496\/"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post\/"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/41\/"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments\/?post=1496"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1496\/revisions\/"}],"predecessor-version":[{"id":1497,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1496\/revisions\/1497\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/?parent=1496"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories\/?post=1496"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags\/?post=1496"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}