{"id":1490,"date":"2003-02-21T22:24:27","date_gmt":"2003-02-21T21:24:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/?p=1490&#038;lang=pt-pt"},"modified":"2016-05-01T22:26:15","modified_gmt":"2016-05-01T20:26:15","slug":"percurso-pessoal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/percurso-pessoal\/","title":{"rendered":"Percurso Pessoal"},"content":{"rendered":"<div class=\"champ contenu_texte\">\n<div class=\"texte\" dir=\"ltr\">\n<p>Desde a inf\u00e2ncia vivi no campo, quer dizer, em rela\u00e7\u00e3o cotidiana com os animais ditos de <i>cria\u00e7\u00e3o<\/i> ou de <i>abate<\/i>, mas que vivem em condi\u00e7\u00e3o de vida menos insuport\u00e1veis do que os inseridos em uma cria\u00e7\u00e3o intensiva (ao menos at\u00e9 antes de os levarmos ao abatedouro) e tivemos em casa, al\u00e9m de gatos e c\u00e3es, gansos, galinhas, galos e patos. Animais que meus pais criaram nesta \u00e9poca como animais de <i>companhia<\/i>: eles viviam em semi liberdade, mas nunca foram engordados ou mortos.<\/p>\n<p>O lugar que os n\u00e3o humanos ocupavam tinha algo de terrivelmente paradoxal, pois os animais eram considerados como seres capazes de real afei\u00e7\u00e3o, como objetos de brincadeiras divertidas e tamb\u00e9m como alimento. A imagem mais caricatural deste paradoxo me parece ser o momento em que meus vizinhos me mostraram, com uma aparente afei\u00e7\u00e3o, um de seus galos... Que eles criaram para combate.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesta idade experimentei ao mesmo tempo a compaix\u00e3o pelos animais que me eram mais pr\u00f3ximos e uma total indiferen\u00e7a por aqueles que n\u00e3o eram: eu acariciava a cabe\u00e7a de uma vaca que vivia pr\u00f3ximo a minha casa, mas n\u00e3o me impedia de me empanturrar de carne no almo\u00e7o. Um pouco mais tarde, quando aprendi concretamente o que eram os abatedouros, n\u00e3o quis que <i>aquelas vacas<\/i> fossem para l\u00e1, mas n\u00e3o considerei o princ\u00edpio de mat\u00e1-las.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quando tinha seis ou sete anos, produziu-se um fato revelador para mim: espionei um fazendeiro no momento em que ele cortava um porco (certamente abatido artesanalmente para o seu pr\u00f3prio consumo). Ainda guardo hoje uma vis\u00e3o do horror.<\/p>\n<p>Falei muito ao meu redor sobre esse fato e foi assim que fiquei sabendo que havia pessoas que viviam sem comer os animais...<\/p>\n<p>Cheguei uma noite em casa e, na hora da refei\u00e7\u00e3o, decretei em alto e bom tom, apesar de minha tenra idade: \u00abN\u00e3o quero mais comer carne\u00bb. A rea\u00e7\u00e3o de meus pais se mostrou ent\u00e3o digna do que possa ser uma boa educa\u00e7\u00e3o baseada em preconceitos contra as crian\u00e7as, ou seja, a educa\u00e7\u00e3o que considera as crian\u00e7as como uma meia-pessoa: \u00abTermine de comer! Veremos isso quando voc\u00ea souber cozinhar sozinho!\u00bb, etc.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Continuei ent\u00e3o a comer carne, mas considerando que o fiz contra minha vontade. Posi\u00e7\u00e3o covarde e desconfort\u00e1vel que n\u00e3o pude manter por muito tempo: rapidamente continuei fingindo n\u00e3o enxergar muito longe, mas sentia muita repugn\u00e2ncia, principalmente quando me deparava com um prato que tivesse a estrutura de um animal morto (peixe, crust\u00e1ceo, coelho...), mas eu tentava n\u00e3o ver, atr\u00e1s do peda\u00e7o de carne, o animal que tinha existido.<\/p>\n<p>No fim de meus estudos no col\u00e9gio e in\u00edcio do gin\u00e1sio eu fui tendo meus primeiros contatos com o militarismo de esquerda, per\u00edodo no qual eu provavelmente tenha dito as maiores besteiras sobre os animais.<\/p>\n<p>De fato, era tradi\u00e7\u00e3o no meio ter id\u00e9ias sobre tudo e rejeitar sem concess\u00f5es todos os que n\u00e3o pensassem exatamente como n\u00f3s (tudo que fosse menos radical do que eu era reformismo burgu\u00eas, tudo que fosse mais radical do que eu era sectarismo, um tipo de vis\u00e3o, digamos, bem manique\u00edsta das coisas...) Ora, apesar de minhas tentativas antigas eu n\u00e3o havia sa\u00eddo do carnivorismo, ent\u00e3o isso queria dizer que n\u00e3o era para eu sair:<\/p>\n<blockquote><p>Devemos cuidar primeiro dos humanos, depois veremos...Os defensores dos animais n\u00e3o t\u00eam nenhuma consci\u00eancia dos reais antagonismos de classes...Os animais se comem entre si...Fa\u00e7amos assim tamb\u00e9m...Somos feitos deste modo...<\/p><\/blockquote>\n<p>A enxurrada de absurdos que eu pude dizer na \u00e9poca foi impressionante.<\/p>\n<p>No liceu, eu mesmo arranquei os cartazes de uma campanha anti-vivissec\u00e7\u00e3o e sabotei a palestra que a acompanhava. O c\u00famulo!<\/p>\n<p>Devo ainda dizer que quem preparou a dita palestra era, ele mesmo, carn\u00edvoro, e que o t\u00edtulo choque do cartaz \u2013 <i>N\u00e3o d\u00ea mais \u00e0 pesquisa m\u00e9dica, ela tortura os animais<\/i> \u2013 atacava um valor que eu defendia incondicionalmente.<\/p>\n<p>Ainda hoje acredito que abordar os especistas pedindo para n\u00e3o apoiarem a pesquisa m\u00e9dica \u00e9 algo in\u00fatil e, agir assim, acaba marginalizando o movimento: o boicote \u00e0 pesquisa \u00e9 um problema muito delicado que devemos abordar depois da alimenta\u00e7\u00e3o, do couro e dos cosm\u00e9ticos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quero dizer que, por tr\u00e1s desta m\u00e1scara de indiferen\u00e7a pelo animal, eu continuava interiormente a me culpar e acabei notando que minhas justificativas pelo massacre dos animais n\u00e3o era nada al\u00e9m de constru\u00e7\u00f5es intelectuais sem fundamento nas quais nem eu acreditava (notem que, seja para defend\u00ea-la ou critic\u00e1-la, a causa dos animais foi seguidamente o centro de minhas propostas, mesmo n\u00e3o existindo nenhum vegetariano entre os meus pr\u00f3ximos).<\/p>\n<p>Tomei ent\u00e3o a decis\u00e3o de me tornar vegetariano em estranhas circunst\u00e2ncias: terminamos uma noitada de raclette numa reuni\u00e3o pol\u00edtico-sindical e eu estava abatido pela dist\u00e2ncia que havia entre nossas pr\u00e1ticas \u2013 pileques hom\u00e9ricos (nesta \u00e9poca isso n\u00e3o me incomodava), armadilhas sexistas, trapa\u00e7as burocr\u00e1ticas \u2013 e o que eu esperava, pessoalmente, ser o engajamento pol\u00edtico. Depois deste questionamento que fiz comigo mesmo, o consumo da carne me pareceu ser uma de minhas incoer\u00eancias e ent\u00e3o, decidi renunciar.<\/p>\n<p>Tornei-me vegetariano nas f\u00e9rias de P\u00e1scoa de 2001 (Sim! Sou novato!), mas a continuidade veio r\u00e1pida.<\/p>\n<p>Primeiramente, porque isso corresponde para mim a um per\u00edodo de reconsidera\u00e7\u00e3o global, durante o qual me dei conta de que, sem renunciar \u00e0 perspectiva de uma revolu\u00e7\u00e3o concreta, era fundamental despender muita energia na luta contra o cotidiano, e de que mudar os seus pr\u00f3prios h\u00e1bitos \u00e9, ao mesmo tempo, muito mais dif\u00edcil e revolucion\u00e1rio do que distribuir folhetos que prometem um grande fim de dia mitol\u00f3gico (em geral, \u00e9 muito interessante, e muito malvisto, exaltar as pr\u00e1ticas reacion\u00e1rias em meios que negam adot\u00e1-las: tempo e ordem de palavra segundo o sexo, luta ret\u00f3rica sobre o esquema de uma luta de tomada de poder...).<\/p>\n<p>Em segundo lugar, porque foi nesse per\u00edodo, menos de um m\u00eas ap\u00f3s ter me tornado vegetariano, que descobri a palavra e a defini\u00e7\u00e3o do <i>antiespecismo<\/i>.<\/p>\n<p>Eu fiquei imediatamente seduzido por esta teoria e penso que demorei a me tornar vegetariano porque eu tinha uma certa imagem dos defensores dos animais, que, assim como a Igreja ou o PS, eu detestava (o passado \u00e9 facultativo), pois eles usavam os bons sentimentos das pessoas para conduzir-lhes a uma ideologia de piedade caritativa ao inv\u00e9s de incitar-lhes a uma verdadeira considera\u00e7\u00e3o do outro como aspirante leg\u00edtimo \u00e0 igualdade universal. Dentro deste contexto passei a denunciar os abatedouros e as redes de pesca, sem representar o papel de um samaritano que prega serm\u00f5es \u00e0s pessoas que sa\u00edram da boa estrada.<\/p>\n<p>Ao me tornar vegetariano, tomei conhecimento, atrav\u00e9s de v\u00e1rias fontes, que tal ou tal produto que eu consumia possu\u00eda res\u00edduos de carne (agrade\u00e7o particularmente a Alias pela lista<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh_2A\" class=\"spip_note\" title=\"Trata-se de um guia Viva Vegano. Pode ser encontrado no endere\u00e7o:\u00a0(...)\" href=\"#nb_2A\" rel=\"footnote\">*<\/a>]<\/span>) e resolvi ent\u00e3o consumir apenas produtos que eu tinha certeza de que fossem 100% sem animais (posso at\u00e9 ter sido enganado uma ou duas vezes, mas eu n\u00e3o acredito na possibilidade) . E tamb\u00e9m parei com o queijo, a cerveja, o vinho (na hora certa: mais uma raz\u00e3o para boicotar o \u00e1lcool) e outros produtos que eu pensava serem vegetarianos, mas n\u00e3o eram.<\/p>\n<p>Por outro lado, com rela\u00e7\u00e3o ao veganismo eu mantive um discurso relativamente moderado (ningu\u00e9m abandona 18 anos de h\u00e1bitos e de propaganda especista como uma troca de camisa).<\/p>\n<p>Inicialmente e durante um curto tempo eu afirmei que a cria\u00e7\u00e3o de animais n\u00e3o era um fato conden\u00e1vel em si, mas apenas certos tipos de cria\u00e7\u00f5es (produtividade for\u00e7ada, abate no fim da carreira...) e que, por conseguinte, aquele que aceita comer um ovo n\u00e3o causaria sofrimento a ningu\u00e9m, mas quem mant\u00e9m a galinha nos avi\u00e1rios \u00e9 respons\u00e1vel por seu sofrimento. Eu n\u00e3o me estenderei mais sobre essa pseudovis\u00e3o aristot\u00e9lica da moral e da responsabilidade, pois \u00e9 algo bem grotesco.<\/p>\n<p>Em seguida eu adotei um ponto de vista mais materialista: talvez seja poss\u00edvel obter ovos sem causar sofrimento para as galinhas, mas por enquanto isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, ent\u00e3o boicotamos. E isso \u00e9 fi\u00e1vel, pois estou persuadido de que, em uma sociedade de super consumo e de super produ\u00e7\u00e3o, assim como a nossa, n\u00e3o h\u00e1 correla\u00e7\u00e3o alguma entre as varia\u00e7\u00f5es da demanda e as varia\u00e7\u00f5es da oferta: n\u00e3o comer os animais ou o fruto de sua escravid\u00e3o n\u00e3o os impede de serem mortos ou escravizados. \u00c9 totalmente in\u00fatil perguntarmos at\u00e9 onde nossa obstina\u00e7\u00e3o pessoal pode conduzir.<\/p>\n<p>Finalmente, o que me levou a me tornar vegano \u00e9 a continuidade que estabeleci entre a luta anticapitalista e a luta anti-especista, com efeito: se n\u00e3o se trata mais de combater as formas de explora\u00e7\u00e3o do homem (condi\u00e7\u00f5es e formas do trabalho), mas de combater a explora\u00e7\u00e3o em todos os sentidos - o trabalho, isso tamb\u00e9m engloba combater a explora\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n<p>Repito que a obstina\u00e7\u00e3o pessoal \u00e9 in\u00fatil e que, ainda que eu me imponha meu comportamento (\u00e9 o meu lado absolutista e sect\u00e1rio), n\u00e3o ser\u00e1 isso que extinguir\u00e1 o sofrimento dos animais. Ao contr\u00e1rio, este n\u00e3o acabar\u00e1 enquanto a massa de indiv\u00edduos suficientemente consciente e dotada de liga\u00e7\u00f5es de for\u00e7a apropriada n\u00e3o levar o debate sobre a considera\u00e7\u00e3o social dos animais ao centro das preocupa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas (em sentido amplo).<\/p>\n<p>As pr\u00e1ticas pessoais desses indiv\u00edduos s\u00e3o, ao contr\u00e1rio, totalmente secund\u00e1rias, pois se trata de transformar nossa sociedade de modo que o conjunto de nossa produ\u00e7\u00e3o seja despido de explora\u00e7\u00e3o animal (ainda em amplo sentido: humano + n\u00e3o-humano) e n\u00e3o de unir as pontas dos fios para tentarmos n\u00e3o estar, pessoalmente, implicados num horror do qual tentamos desesperadamente nos livrar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Escrevi isto para destacar que, infelizmente, nossa luta se limita freq\u00fcentemente a tentarmos ir sempre al\u00e9m com rela\u00e7\u00e3o ao que boicotamos e a convencer os outros a fazer como n\u00f3s. N\u00e3o tenho d\u00favidas de que aqueles que seguem este tipo de luta como um fim em si, sejam militantes sinceros, mas me parece somente que estamos cometendo um enorme erro no plano da estrat\u00e9gia, se visamos como objetivo a <i>morte zero<\/i>.<\/p>\n<p>Claro, este objetivo parece de toda maneira inacess\u00edvel e n\u00e3o tenho solu\u00e7\u00e3o ao problema que levanto: notei que estamos num impasse do qual n\u00e3o afirmo conhecer a sa\u00edda...<\/p>\n<p>Mais que uma autobiografia resumida, creio ter exposto o caminho intelectual que me trouxe at\u00e9 aqui. Tenho consci\u00eancia de ter emitido pontos de vista que est\u00e3o longe de serem unanimemente compartilhados por outros ou mesmo majorit\u00e1rios dentro do movimento, mas trata-se da minha maneira de ver e compreender o anti-especismo e n\u00e3o de um texto que se faz de porta-voz do anti-especismo em geral.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"champ contenu_notes\">\n<h2 class=\"label\">Notes<\/h2>\n<div class=\"notes\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"nb_2A\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes _2A\" href=\"#nh_2A\" rev=\"footnote\">*<\/a>]\u00a0<\/span>Trata-se de um guia <i>Viva Vegano<\/i>. Pode ser encontrado no endere\u00e7o: <a class=\"spip_url spip_out\" href=\"http:\/\/www.interdits.net\/2001nov\/vegan.htm\" rel=\"external\">http:\/\/www.interdits.net\/2001nov\/ve...<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-socializer wpsr-share-icons \" data-lg-action=\"show\" data-sm-action=\"show\" data-sm-width=\"768\" ><h3>Share and Enjoy !<\/h3><div class=\"wpsr-si-inner\"><div class=\"wpsr-counter wpsrc-sz-32px\" style=\"color:#000\"><span class=\"scount\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook,twitter,linkedin,pinterest,print,pdf\">0<\/span><\/span><small class=\"stext\">Shares<\/small><\/div><div class=\"socializer sr-popup sr-32px sr-circle sr-opacity sr-pad sr-count-1 sr-count-1\"><span class=\"sr-facebook\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/share.php?u=\" target=\"_blank\"  title=\"Share this on Facebook\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-facebook-f\"><\/i><span class=\"ctext\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook\">0<\/span><\/span><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-twitter\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?text=%20-%20%20\" target=\"_blank\"  title=\"Tweet this !\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-twitter\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-linkedin\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/sharing\/share-offsite\/?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Add this to LinkedIn\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-linkedin-in\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-pinterest\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.pinterest.com\/pin\/create\/button\/?url=&amp;media=&amp;description=\" target=\"_blank\"  title=\"Submit this to Pinterest\"  style=\"color: #ffffff\" data-pin-custom=\"true\"><i class=\"fab fa-pinterest\"><\/i><span class=\"ctext\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"pinterest\">0<\/span><\/span><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-print\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.printfriendly.com\/print?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Print this article \"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fa fa-print\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-pdf\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.printfriendly.com\/print?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Convert to PDF\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fa fa-file-pdf\"><\/i><\/a><\/span><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a inf\u00e2ncia vivi no campo, quer dizer, em rela\u00e7\u00e3o cotidiana com os animais ditos de cria\u00e7\u00e3o ou de abate, mas que vivem em condi\u00e7\u00e3o de vida menos insuport\u00e1veis do que os inseridos em uma cria\u00e7\u00e3o intensiva (ao menos at\u00e9 antes de os levarmos ao abatedouro) e tivemos em casa, al\u00e9m de gatos e c\u00e3es, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":59,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[211],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v14.9 - 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