{"id":1472,"date":"2007-03-07T19:29:24","date_gmt":"2007-03-07T18:29:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/?p=1472&#038;lang=pt-pt"},"modified":"2016-05-01T19:31:34","modified_gmt":"2016-05-01T17:31:34","slug":"entao-poderemos-come-los","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/entao-poderemos-come-los\/","title":{"rendered":"Ent\u00e3o poderemos com\u00ea-los?"},"content":{"rendered":"<div class=\"champ contenu_texte\">\n<div class=\"texte\" dir=\"ltr\">\n<p>Eu n\u00e3o sou <i>favor\u00e1vel<\/i> \u00e0 clonagem<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh1\" class=\"spip_note\" title=\"A clonagem \u00e9 uma t\u00e9cnica que permite produzir um novo indiv\u00edduo que possui os\u00a0(...)\" href=\"#nb1\" rel=\"footnote\">1<\/a>]<\/span>. L\u00f3gico que se a t\u00e9cnica fosse usada apenas para produzir tecido fetal para salvar a vida de doentes, ela poderia representar algum interesse m\u00e9dico \u2013 ainda que saibamos que, no mundo atual, a t\u00e9cnica m\u00e9dica mais importante a ser executada \u00e9 bem mais simples: uma alimenta\u00e7\u00e3o em quantidade suficiente e cuidados fundamentais para todas as pessoas. Mas se a finalidade da clonagem \u00e9 a de produzir uma crian\u00e7a, c\u00f3pia gen\u00e9tica de um genitor (a pessoa clonada), que corre o risco de ser criada tendo como \u00abmiss\u00e3o\u00bb vital de ser a sua c\u00f3pia fiel, tal motiva\u00e7\u00e3o me parece duvidosa, pouco favor\u00e1vel em si mesma para ocasionar a felicidade da crian\u00e7a em quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Seria uma infelicidade banal. Banais s\u00e3o as motiva\u00e7\u00f5es duvidosas para fazer um filho \u2013 pode ser para se obter as \u00aballocations familiales\u00bb (remunera\u00e7\u00e3o paga pelo governo franc\u00eas\u00a0para ajudar os casais a criarem os filhos N.T.), para se obter bra\u00e7os que trabalhar\u00e3o na lavoura, para assegurar sua seguran\u00e7a na velhice, para se auto-perpetuar ou para fortalecer uma uni\u00e3o; freq\u00fcentemente a crian\u00e7a nem \u00e9 desejada. Freq\u00fcentemente as condi\u00e7\u00f5es nem s\u00e3o boas para o indiv\u00edduo que nascer\u00e1. Ningu\u00e9m acha isso escandaloso. E talvez dev\u00eassemos achar; e n\u00e3o s\u00f3 com rela\u00e7\u00e3o aos clones, mas com rela\u00e7\u00e3o a todas as crian\u00e7as que v\u00e3o nascer.<\/p>\n<h2>Para o humanismo, a realidade vivida \u00e9 um detalhe<\/h2>\n<p>Entretanto muitas pessoas ficaram escandalizadas com os projetos de clonagem humana anunciados pelo bi\u00f3logo americano Richard Seed. O Conselho Europeu (19 pa\u00edses) redigiu com unanimidade e rapidez excepcionais um texto sobre sua proibi\u00e7\u00e3o total. A clonagem humana \u00e9 algo bem mais grave do que a B\u00f3snia! E o que h\u00e1 de t\u00e3o grave a ser desaprovado com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 clonagem? O fato da crian\u00e7a resultante poder ser infeliz?<\/p>\n<p>Disso falou-se pouco. N\u00e3o, na verdade o que se desaprova na clonagem humana \u2013 e o que n\u00e3o se desaprova na clonagem de animais n\u00e3o humanos, j\u00e1 praticada \u2013 \u00e9 que ela toca justamente o \u201chumano\u201d. N\u00e3o toca o indiv\u00edduo preciso que est\u00e1 sendo gerado, mas a humanidade. Ent\u00e3o, a \u00abONU <i>deve tomar conta do problema da clonagem humana declarando-a como sendo \u201ccrime contra a humanidade\u201d<\/i>\u00bb, nos diz o Professor J.-F. Mattei, membro do nosso comit\u00ea de consulta nacional de \u00e9tica<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh2\" class=\"spip_note\" title=\"Citado no  Le Progr\u00e8s, 13 de janeiro de 1998.\" href=\"#nb2\" rel=\"footnote\">2<\/a>]<\/span>.<\/p>\n<p>Censuram os anti-especistas, dizendo que estes \u201cbanalizam\u201d ou \u201crelativizam\u201d os campos de morte nazistas ou qualquer outro grande massacre de humanos comparando-os com as cria\u00e7\u00f5es de animais e com os abatedouros de animais n\u00e3o humanos. N\u00f3s comparamos massacres e massacres, horrores e horrores. O Professor Mattei coloca, no mesmo plano \u2013 o plano de <i>\u00abcrime contra a humanidade\u00bb<\/i> - o assassinato hitleriano de seis milh\u00f5es de Judeus e a concep\u00e7\u00e3o, em condi\u00e7\u00f5es tecnicamente particulares, de <i>uma<\/i> crian\u00e7a (seja ela no futuro feliz ou n\u00e3o). Quem est\u00e1 banalizando? Quem se importa com os sofrimentos reais, com o destino real dos indiv\u00edduos? Os humanistas ou os anti-especistas?<\/p>\n<h2>A obsess\u00e3o gen\u00e9tica humanista<\/h2>\n<p>H\u00e1 uma simetria entre algumas pessoas desejarem ser clonadas e as motiva\u00e7\u00f5es dos humanistas que os fazem gritar: a import\u00e2ncia ontol\u00f3gica<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh3\" class=\"spip_note\" title=\"Ontol\u00f3gico: relativo ao ser, \u00e0 sua natureza, \u00e0 sua ess\u00eancia. Se voc\u00ea n\u00e3o\u00a0(...)\" href=\"#nb3\" rel=\"footnote\">3<\/a>]<\/span> que tanto os primeiros quanto os demais d\u00e3o a nossos genes.<\/p>\n<p>Quanto a este assunto, os humanistas possuem um discurso duplo. Por um lado, nos seres humanos, os genes s\u00e3o considerados como se n\u00e3o contassem. A Natureza, aos nos fazer humanos, apenas criaria uma p\u00e1gina branca, sobre a qual tudo seria escrito a partir de nossas experi\u00eancias (o educacional, o social). Esta tese foi e ainda continua em voga em v\u00e1rios c\u00edrculos marxistas ou herdeiros do marxismo, que acreditam que tal tese \u00e9 pr\u00f3pria a eles, enquanto que na verdade ela foi sistematizada por Kant e date dos mitos da g\u00eanese e das interpreta\u00e7\u00f5es religiosas que foram feitas dele: o ser humano teria recebido de Deus, ou da Natureza, uma liberdade total e n\u00e3o teria nenhuma determina\u00e7\u00e3o de ordem biol\u00f3gica. Este discurso tende a ser suplantado por outro, sob a press\u00e3o de conhecimentos cient\u00edficos. N\u00e3o podemos mais negar a influ\u00eancia de nossos genes. Fa\u00e7amo-los ent\u00e3o, assim dizem os humanistas, os aliados de nossa causa. Trata-se de transpormos sobre o plano gen\u00e9tico o discurso humanista sobre esta <i>liberdade<\/i> intr\u00ednseca de cada humano que faz a sua <i>individualidade<\/i> \u2013 oposta \u00e0 \u201cespeceidade\u201d dos n\u00e3o humanos, que apenas existem como representantes de sua esp\u00e9cie. Por causa da sexualidade, o genoma de cada humano \u00e9 uma recombina\u00e7\u00e3o <i>aleat\u00f3ria<\/i> dos genes de seus parentes. Afirmemos alto e forte que, atrav\u00e9s deste concurso de circunst\u00e2ncias, que faz de cada um de n\u00f3s (esque\u00e7amos os g\u00eameos univitelinos!) seres geneticamente \u00fanicos, a Natureza oferece e confirma nossa individualidade humana. Tal \u00e9 o discurso feito tanto pelas campe\u00e3s dos humanistas modernos quanto pelo bi\u00f3logo Albert Jacquard.<\/p>\n<p>O discurso \u00e9 bem fraco, e se mant\u00e9m em p\u00e9 pois todo mundo j\u00e1 est\u00e1 convencido da id\u00e9ia da nobreza do \u00abhomem\u00bb. Mas tem a desvantagem de fundar nossa \u00abdignidade especificamente humana\u00bb sobre um car\u00e1ter que, n\u00e3o podemos negar, apenas esquecer de mencionar, \u00e9 banalmente partilhado por quase todos os outros animais e at\u00e9 pelas plantas. Por outro lado, ele tem a vantagem de se aliar, em sil\u00eancio, a nosso proto-racismo intuitivo, a esta obsess\u00e3o quase universal que existe entre os humanos, de sua afilia\u00e7\u00e3o, de sua linhagem.<\/p>\n<h2>\u00abEle ser\u00e1 for\u00e7ado a ser feio\u00bb<\/h2>\n<p>Axel Kahn, outro biotecn\u00f3logo conhecido escreveu um livro contra a clonagem<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh4\" class=\"spip_note\" title=\"C\u00f3pias exatas: Le clonage en question (A clonagem em quest\u00e3o), \u00e9d. NiL,\u00a0(...)\" href=\"#nb4\" rel=\"footnote\">4<\/a>]<\/span>. O seman\u00e1rio cat\u00f3lico <i>La Vie (A Vida)<\/i> o entrevistou<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh5\" class=\"spip_note\" title=\"La Vie, 5 de fevereiro de 1998.\" href=\"#nb5\" rel=\"footnote\">5<\/a>]<\/span>:<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o as raz\u00f5es \u00e9ticas que fazem o senhor condenar as experi\u00eancias de clonagem em seres humanos?<\/p>\n<p>Condeno-as pois representam um risco imenso para a humanidade, um ataque frontal contra um dos princ\u00edpios de base dos direitos do homem: o direito \u00e0 autonomia, o direito de n\u00e3o depender de quem quer que seja, a n\u00e3o ser do Criador para aquele que cr\u00ea, e da natureza para os outros. Que a gente se ame ou se deteste, ningu\u00e9m desejou que f\u00f4ssemos de uma tal maneira pr\u00e9-determinada<\/p>\n<p>Que nossos pais vivam em um determinado pa\u00eds ou em um outro, escolham a l\u00edngua que falaremos e a cultura que ser\u00e1 a nossa; que nos coloquem em tal ou tal escola; que eles nos amem ou sejam pais indiferentes; que nos alimentem bem ou mal; tudo isso e as inumer\u00e1veis escolhas que nossos pais fazem quando ainda somos pequenos e que ser\u00e3o determinantes em nossas vidas, nossa estrutura emocional, nossos meios e nossa liberdade, n\u00e3o representam, para Axel Kahn, um insulto \u00e0 nossa autonomia. Para ele, todos estes aspectos s\u00e3o acess\u00f3rios. Por outro lado, nossos genes, s\u00e3o <i>o essencial<\/i>!<\/p>\n<p>Este discurso enxerga a liberdade humana, base de nossa grande dignidade, na coincid\u00eancia que determina nosso genoma. Curiosa \u00abliberdade\u00bb! Pois se nossos pais n\u00e3o escolheram nosso genoma, n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o. Encontramos aqui, na realidade, um enunciado expl\u00edcito da concep\u00e7\u00e3o humanista da liberdade<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh6\" class=\"spip_note\" title=\"Ver sobre este assunto, Une Libert\u00e9 qui subjugue (Uma liberdade que\u00a0(...)\" href=\"#nb6\" rel=\"footnote\">6<\/a>]<\/span>: n\u00e3o a possibilidade, for\u00e7osamente relativa, de satisfazer nossas necessidades e nossos desejos, mas a <i>submiss\u00e3o<\/i> a uma ordem supra-humana. Rousseau dizia, do indiv\u00edduo que \u00e9 for\u00e7ado pela sociedade a aceitar suas regras, em nome da lei universal, \u00abele ser\u00e1 for\u00e7ado a ser livre\u00bb.<\/p>\n<h2>Deus, Natureza, Fatalidade<\/h2>\n<p>A fatalidade, que, como pensa Axel Kahn, nos faz seres livres, n\u00e3o \u00e9, e sabemos disso, integral. Deus ou a Natureza se limitam a fazer uma triagem dos genes que j\u00e1 est\u00e3o presentes em nossos pais. Mas para ele trata-se de um tipo de revalida\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria a cada nova gera\u00e7\u00e3o; cada novo ser humano deve \u00abrecuperar as for\u00e7as\u00bb, ser carimbado, por Deus ou pela Natureza.<\/p>\n<p>Notaremos como nessa cita\u00e7\u00e3o a Natureza aparece explicitamente como a tradu\u00e7\u00e3o laica de Deus. Deus ou a Natureza, a estrutura do discurso continua sendo a mesma. A refer\u00eancia \u00e0 natureza tem a vantagem de parecer mais de acordo com a racionalidade cient\u00edfica. \u00abVoc\u00ea n\u00e3o v\u00ea Deus? Mas pelo menos voc\u00ea v\u00ea a natureza; voc\u00ea enxerga a m\u00e3o dele, \u00e9 uma fatalidade cuja exist\u00eancia voc\u00ea n\u00e3o pode negar\u00bb. A fatalidade representa o papel de \u00faltima dedu\u00e7\u00e3o do pensamento de\u00edsta. Ela permite que se reintroduza Deus pelo buraco da janela: n\u00e3o parece um deus, \u00e9 apenas a corrente de ar, apenas uma fatalidade, mas sabemos que \u00e9 poderoso e cada um \u00e9 livre para acreditar, no fundo de seu cora\u00e7\u00e3o, que esta fatalidade \u00e9 a m\u00e3o de... de Deus?... digamos, se voc\u00ea prefere, da Natureza. De onde ent\u00e3o ocorre uma deifica\u00e7\u00e3o jamais expl\u00edcita mas onipresente da fatalidade, desde os sorteios dos jogos esportivos e das elei\u00e7\u00f5es at\u00e9 os discursos dos bio\u00e9ticos. A fatalidade sempre aparece como uma for\u00e7a legitimadora, \u00e0 qual confiamos as decis\u00f5es que n\u00e3o queremos n\u00f3s mesmos tomar. Deus, Natureza, Fatalidade: tr\u00eas palavras para uma mesma coisa, nossa recusa de encararmos nossas responsabilidades.<\/p>\n<h2>Bife de clone<\/h2>\n<p>O clone seria, nestes discursos, uma simples c\u00f3pia - e isso j\u00e1 est\u00e1 testemunhado no t\u00edtulo do livro de Axel Kahn (<i>Copies conformes<\/i>). Na realidade, apenas <i>geneticamente<\/i> ele seria id\u00eantico a seu genitor. Sua personalidade e at\u00e9 mesmo v\u00e1rios caracteres f\u00edsicos, podem ser bem diferentes, segundo sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Eis a\u00ed uma evid\u00eancia que muitos n\u00e3o enxergam. Mas sobretudo, essa \u201cc\u00f3pia\u201d seria, c\u00f3pia ou n\u00e3o, um indiv\u00edduo enquanto tal, bem real, vivo, vivendo sua pr\u00f3pria vida; com seus projetos, seus sofrimentos e suas alegrias; enquanto que ao escutarmos nossos humanistas que se op\u00f5em \u00e0 clonagem, temos a impress\u00e3o que o clone seria \u00ab<i>apenas uma<\/i>\u00bb c\u00f3pia, se tornaria um fantasma, se perderia no nada.<\/p>\n<p>Pois o indiv\u00edduo em quest\u00e3o teria nascido mal. Teria todos os \u00f3rg\u00e3os nos devidos lugares, um genoma \u2013 assim como o de seu genitor\u00a0-, a cabe\u00e7a no lugar certo, pensamentos e emo\u00e7\u00f5es, mas teria nascido mal. Teria sido mal <i>concebido<\/i>, para sermos mais exatos, faltar-lhe-ia o visto do Criador ou da Natureza.<\/p>\n<p><i>\u00abUm homem que \u00e9 a c\u00f3pia de um homem n\u00e3o \u00e9 mais um homem\u00bb<\/i>, nos diz ainda o Professor J.-F. Mattei. Mas ent\u00e3o o que seria? Uma mulher? N\u00e3o, ele quer dizer que um homem que \u00e9 a c\u00f3pia de um homem \u00abn\u00e3o \u00e9 mais um ser humanox. Ent\u00e3o \u00e9 uma vaca? Um frango? E que gosto ele teria?<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"champ contenu_notes\">\n<h2 class=\"label\">Notes<\/h2>\n<div class=\"notes\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"nb1\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 1\" href=\"#nh1\" rev=\"footnote\">1<\/a>]\u00a0<\/span>A clonagem \u00e9 uma t\u00e9cnica que permite produzir um novo indiv\u00edduo que possui os mesmos genes (ou quase os mesmos) do que um outro indiv\u00edduo j\u00e1 existente, enquanto que na reprodu\u00e7\u00e3o habitual, sexuada, os genes da crian\u00e7a s\u00e3o a mistura de uma metade aleat\u00f3ria dos genes de cada um dos pais.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb2\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 2\" href=\"#nh2\" rev=\"footnote\">2<\/a>]\u00a0<\/span>Citado no <i> Le Progr\u00e8s<\/i>, 13 de janeiro de 1998.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb3\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 3\" href=\"#nh3\" rev=\"footnote\">3<\/a>]\u00a0<\/span><i>Ontol\u00f3gico<\/i>: relativo ao ser, \u00e0 sua natureza, \u00e0 sua ess\u00eancia. Se voc\u00ea n\u00e3o compreende realmente o sentido desta palavra, n\u00e3o tem muita import\u00e2ncia, pois eu acho que, na realidade, ela n\u00e3o significa nada.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb4\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 4\" href=\"#nh4\" rev=\"footnote\">4<\/a>]\u00a0<\/span><i>C\u00f3pias exatas: Le clonage en question (A clonagem em quest\u00e3o)<\/i>, \u00e9d. NiL, 1998.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb5\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 5\" href=\"#nh5\" rev=\"footnote\">5<\/a>]\u00a0<\/span><i>La Vie<\/i>, 5 de fevereiro de 1998.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb6\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 6\" href=\"#nh6\" rev=\"footnote\">6<\/a>]\u00a0<\/span>Ver sobre este assunto, <i>Une Libert\u00e9 qui subjugue (Uma liberdade que subjulga)<\/i> de Yves Bonnardel, 1994.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-socializer wpsr-share-icons \" data-lg-action=\"show\" data-sm-action=\"show\" data-sm-width=\"768\" ><h3>Share and Enjoy !<\/h3><div class=\"wpsr-si-inner\"><div class=\"wpsr-counter wpsrc-sz-32px\" style=\"color:#000\"><span class=\"scount\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook,twitter,linkedin,pinterest,print,pdf\">0<\/span><\/span><small class=\"stext\">Shares<\/small><\/div><div class=\"socializer sr-popup sr-32px sr-circle sr-opacity sr-pad sr-count-1 sr-count-1\"><span class=\"sr-facebook\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/share.php?u=\" target=\"_blank\"  title=\"Share this on Facebook\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-facebook-f\"><\/i><span class=\"ctext\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook\">0<\/span><\/span><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-twitter\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?text=%20-%20%20\" target=\"_blank\"  title=\"Tweet this !\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-twitter\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-linkedin\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/sharing\/share-offsite\/?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Add this to LinkedIn\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-linkedin-in\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-pinterest\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.pinterest.com\/pin\/create\/button\/?url=&amp;media=&amp;description=\" target=\"_blank\"  title=\"Submit this to Pinterest\"  style=\"color: #ffffff\" data-pin-custom=\"true\"><i class=\"fab fa-pinterest\"><\/i><span class=\"ctext\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"pinterest\">0<\/span><\/span><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-print\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.printfriendly.com\/print?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Print this article \"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fa fa-print\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-pdf\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.printfriendly.com\/print?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Convert to PDF\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fa fa-file-pdf\"><\/i><\/a><\/span><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu n\u00e3o sou favor\u00e1vel \u00e0 clonagem\u00a0[1]. L\u00f3gico que se a t\u00e9cnica fosse usada apenas para produzir tecido fetal para salvar a vida de doentes, ela poderia representar algum interesse m\u00e9dico \u2013 ainda que saibamos que, no mundo atual, a t\u00e9cnica m\u00e9dica mais importante a ser executada \u00e9 bem mais simples: uma alimenta\u00e7\u00e3o em quantidade suficiente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[211],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v14.9 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Ent\u00e3o poderemos com\u00ea-los? - Les Cahiers antisp\u00e9cistes<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/entao-poderemos-come-los\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ent\u00e3o poderemos com\u00ea-los? - Les Cahiers antisp\u00e9cistes\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Eu n\u00e3o sou favor\u00e1vel \u00e0 clonagem\u00a0[1]. L\u00f3gico que se a t\u00e9cnica fosse usada apenas para produzir tecido fetal para salvar a vida de doentes, ela poderia representar algum interesse m\u00e9dico \u2013 ainda que saibamos que, no mundo atual, a t\u00e9cnica m\u00e9dica mais importante a ser executada \u00e9 bem mais simples: uma alimenta\u00e7\u00e3o em quantidade suficiente [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/entao-poderemos-come-los\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Les Cahiers antisp\u00e9cistes\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2007-03-07T18:29:24+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2016-05-01T17:31:34+00:00\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/\",\"name\":\"Les Cahiers antisp\\u00e9cistes\",\"description\":\"R\\u00e9flexion et action pour l&#039;\\u00e9galit\\u00e9 animale\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/?s={search_term_string}\",\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/entao-poderemos-come-los\/#webpage\",\"url\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/entao-poderemos-come-los\/\",\"name\":\"Ent\\u00e3o poderemos com\\u00ea-los? - Les Cahiers antisp\\u00e9cistes\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2007-03-07T18:29:24+00:00\",\"dateModified\":\"2016-05-01T17:31:34+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#\/schema\/person\/89a64b720f08d2c8d2bd8491a7986150\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/entao-poderemos-come-los\/\"]}]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#\/schema\/person\/89a64b720f08d2c8d2bd8491a7986150\",\"name\":\"David Olivier\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#personlogo\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/010fc3d57bff8d3e98030164d1c19d41?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"David Olivier\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1472\/"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post\/"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1\/"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments\/?post=1472"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1472\/revisions\/"}],"predecessor-version":[{"id":1473,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1472\/revisions\/1473\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/?parent=1472"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories\/?post=1472"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags\/?post=1472"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}