{"id":1466,"date":"2007-12-23T19:24:24","date_gmt":"2007-12-23T18:24:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/?p=1466&#038;lang=pt-pt"},"modified":"2016-05-01T19:27:02","modified_gmt":"2016-05-01T17:27:02","slug":"nao-existe-exploracao-animal-sem-sadismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/nao-existe-exploracao-animal-sem-sadismo\/","title":{"rendered":"N\u00e3o existe explora\u00e7\u00e3o animal sem sadismo"},"content":{"rendered":"<div class=\"champ contenu_texte\">\n<div class=\"texte\" dir=\"ltr\">\n<p>Em janeiro e fevereiro de 1995, algumas associa\u00e7\u00f5es mobilizaram-se na Inglaterra e na Fran\u00e7a para sensibilizar a opini\u00e3o p\u00fablica a respeito do destino dos animais de corte durante o transporte e abate. Tal campanha aproveitou as circunst\u00e2ncias para suscitar uma trabalhosa conscientiza\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o ao sofrimento que a humanidade imp\u00f5e \u00e0s esp\u00e9cies que ela escraviza para o seu pr\u00f3prio conforto. Este tipo de campanha, desde o final do s\u00e9culo XIX, estimula a lenta evolu\u00e7\u00e3o de uma legisla\u00e7\u00e3o que imponha, por exemplo, pouco a pouco, as t\u00e9cnicas relativamente indolores de morte.<\/p>\n<p>Nesta ocasi\u00e3o, a difus\u00e3o de reportagens televisivas revelou a um p\u00fablico surpreso e chocado a crueldade com que s\u00e3o tratados os animais de corte em todos os est\u00e1gios de sua vida. A id\u00e9ia passada para o p\u00fablico foi a de que assim que forem regulados os \u00faltimos detalhes legislativos, o problema desaparecer\u00e1.<\/p>\n<p><span class=\"spip_document_6 spip_documents spip_documents_center\"> <img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/localhost\/cahiers\/IMG\/squelettes\/documents\/zigoui.gif\" alt=\"\" width=\"103\" height=\"11\" \/><\/span><\/p>\n<p>Portanto, quem quiser aplicar os conhecimentos de psicologia social na rela\u00e7\u00e3o entre humanos e animais explorados estar\u00e1 apto a prever que nenhuma legisla\u00e7\u00e3o ser\u00e1 suficiente para acabar com os maus-tratos, salvo se proibir pura e simplesmente toda a explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O sadismo inerente \u00e0s praticas de explora\u00e7\u00e3o de todo animal funda sua causa no fato do criador, do transportador e do a\u00e7ougueiro conhecerem o destino final dos animais criados para o abate: o a\u00e7ougue. Ainda em vida, o animal j\u00e1 \u00e9 designado como carne. Os vivisseccionistas, por exemplo, t\u00eam o h\u00e1bito de dizer que desde o instante em que utilizar um animal para transform\u00e1-lo em carne n\u00e3o choque ningu\u00e9m, eles tamb\u00e9m podem ser utilizados para qualquer outra finalidade, ainda que mais cruel. Parece ent\u00e3o que a primeira porta que leva ao sadismo \u00e9 a do a\u00e7ougue.<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a das organiza\u00e7\u00f5es que militam para melhorar o destino dos animais de corte corre o risco de se tornar ut\u00f3pica. Talvez estas organiza\u00e7\u00f5es duvidem delas pr\u00f3prias, j\u00e1 que a \u00fanica reforma \u00abaceit\u00e1vel\u00bb da explora\u00e7\u00e3o seria... sua aboli\u00e7\u00e3o. Mas talvez estas organiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m acreditem (enganadas ou com raz\u00e3o) que, por enquanto, s\u00f3 uma mensagem atenuada tenha chances de ser ouvida.<\/p>\n<h3 class=\"spip\">A experi\u00eancia de Zimbardo<\/h3>\n<p>A mais not\u00e1vel experi\u00eancia de psicologia social que tenha simulado uma rela\u00e7\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o institucional que possa ser compar\u00e1vel \u00e0 do humano que educa, transporta e abate o animal, foi provavelmente a de Zimbardo. Em 1971 em Palo Alto, Calif\u00f3rnia, dentro do departamento de psicologia da universidade de Stanford, foi realizada uma experi\u00eancia sob a dire\u00e7\u00e3o de Philip Zimbardo para estudar as rela\u00e7\u00f5es entre guardas e prisioneiros de institui\u00e7\u00f5es carcer\u00e1rias. Dez falsos prisioneiros e onze guardas falsos foram selecionados, dentre setenta e cinco candidatos que responderam aos an\u00fancios. Foram escolhidos os mais s\u00f3lidos f\u00edsica e moralmente, os mais maduros e mais soci\u00e1veis. Participaram igualmente da experi\u00eancia um supervisor, um diretor, um comit\u00ea de liberta\u00e7\u00e3o sob juramento e um comit\u00ea de media\u00e7\u00e3o. Inicialmente prevista para durar quatorze dias, a experi\u00eancia foi interrompida depois de seis dias por causa do comportamento dos \u00abguardas\u00bb que se tornaram s\u00e1dicos. Mesmo os mais calmos e pac\u00edficos, que se julgavam, talvez, incapazes de maltratar um ser humano, transformaram-se rapidamente em brutos irreconhec\u00edveis. Uma descri\u00e7\u00e3o relativamente detalhada desta experi\u00eancia pode ser encontrada no <i>L\u2019esprit nu<\/i>.<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh2\" class=\"spip_note\" title=\"Hans e Michael Eysenck, Mercure de France, 1985 (esgotado) Para um estudo\u00a0(...)\" href=\"#nb2\" rel=\"footnote\">2<\/a>]<\/span>. A obra exp\u00f5e, igualmente, certos conhecimentos tirados desta experi\u00eancia, (contando com aqueles que participaram, sobre o conhecimento de si mesmo) assim como algumas controv\u00e9rsias que ela suscita. Sem entrar em detalhes, vou me salientar, sobretudo, que mesmo existindo alguns erros de interpreta\u00e7\u00e3o dos comportamentos observados, esta experi\u00eancia confirma que tais comportamentos foram induzidos pelo sistema penitenci\u00e1rio, e exclusivamente por este, e n\u00e3o por um sadismo intr\u00ednseco dos participantes. Al\u00e9m disso, este comportamento observado tem poucas varia\u00e7\u00f5es em todas as institui\u00e7\u00f5es repreensivas. Que este ponto n\u00e3o cause agora mais d\u00favidas \u00e9 certamente o argumento mais importante no debate sobre o sadismo existente no seio da explora\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n<h3 class=\"spip\">A explica\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica<\/h3>\n<p>Quanto \u00e0 explica\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica do fen\u00f4meno, se ela n\u00e3o pode beneficiar-se das mesmas certezas e fontes de observa\u00e7\u00e3o, ela n\u00e3o deixa de ser interessante.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia de in\u00edcio coloca em evid\u00eancia o prazer de dominar, mesmo naqueles em que menos se espera.<\/p>\n<p><span class=\"spip_document_35 spip_documents spip_documents_center\"> <img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/localhost\/cahiers\/IMG\/squelettes\/documents\/exp.gif\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"285\" \/><\/span><\/p>\n<p>Mas existe, a meu ver, uma segunda raz\u00e3o confirmada por outras observa\u00e7\u00f5es<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh3\" class=\"spip_note\" title=\"Robert Joule e Jean-L\u00e9on Beauvois, Soumission et id\u00e9ologie, P.U.F., 1981, e\u00a0(...)\" href=\"#nb3\" rel=\"footnote\">3<\/a>]<\/span> para o desenvolvimento do sadismo em todas as explora\u00e7\u00f5es ou domina\u00e7\u00f5es institucionalizadas. Imagine que durante a \u00faltima guerra mundial voc\u00ea foi um oficial alem\u00e3o obrigado a servir, contra sua vontade, em um campo de exterm\u00ednio. Imagine que voc\u00ea n\u00e3o tenha tido a coragem de desertar, e que sua fun\u00e7\u00e3o social tenha sido a de matar judeus\/judias, ciganos ou homossexuais<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh4\" class=\"spip_note\" title=\"Christopher Browning, Des hommes ordinaires, col. 10-18, Les Belles\u00a0(...)\" href=\"#nb4\" rel=\"footnote\">4<\/a>]<\/span>. \u00c9 evidentemente imposs\u00edvel assumir esta fun\u00e7\u00e3o social com indiferen\u00e7a. Como voc\u00ea se justificaria para si pr\u00f3prio? Sou um lixo? Para evitar isso, existe apenas uma sa\u00edda psicol\u00f3gica: as v\u00edtimas s\u00e3o os safados. \u00c9 a \u00fanica justificativa poss\u00edvel no meu papel de carrasco. Quanto mais eu for s\u00e1dico com eles, mais os considerarei como detest\u00e1veis e mais eu me justificarei aos meus pr\u00f3prios olhos. Um amigo dentista me contou ter sido levado durante seus estudos a operar mand\u00edbulas de cad\u00e1veres. A rea\u00e7\u00e3o de muitos estudantes foi de manifestar uma crueldade aparentemente gratuita com rela\u00e7\u00e3o a esses corpos mortos, furando seus olhos, por exemplo. Isto n\u00e3o revelaria tamb\u00e9m o mesmo fen\u00f4meno? Se lhe pedem pra cortar o corpo de algu\u00e9m que acaba de morrer e contra quem voc\u00ea n\u00e3o tem nenhuma animosidade, voc\u00ea poderia faz\u00ea-lo sem o m\u00ednimo inc\u00f4modo? N\u00e3o teria sido mais f\u00e1cil se esse corpo fosse de um dejeto? Ent\u00e3o j\u00e1 que voc\u00ea est\u00e1 em posi\u00e7\u00e3o dominante, \u00e9 o jogo que voc\u00ea vai jogar. Se voc\u00ea est\u00e1 sendo pago para matar cinco porcos por dia, ao inv\u00e9s de lhes colocar no ch\u00e3o sem lhes fazer mal ao retir\u00e1-los do caminh\u00e3o, voc\u00ea vai deix\u00e1-los cair de dois metros de altura para que quebrem a coluna vertebral, e como se isso n\u00e3o bastasse, voc\u00ea ainda lhes dar\u00e1 um grande ponta-p\u00e9 nas costelas. N\u00e3o teve op\u00e7\u00e3o: sen\u00e3o voc\u00ea se consideraria um monstro. Reprovamos freq\u00fcentemente os vivisseccionistas pela crueldade \u00abgratuita\u00bb que demonstram. Sem contar os testes efetuados em animais e opera\u00e7\u00f5es sem anestesia, eles\/elas os manipulam sadicamente, deixando-os sofrer cruelmente sobre uma mesa de opera\u00e7\u00e3o durante a hora do almo\u00e7o, etc. N\u00e3o se encontra explica\u00e7\u00e3o para tal crueldade, geralmente subentende-se que todo o indiv\u00edduo normalmente constitu\u00eddo evitaria tais torturas in\u00fateis e quem as realiza se transforma em monstro. N\u00e3o se compreende que para eles\/elas esta \u00e9 a \u00fanica fonte psicol\u00f3gica da crueldade que implica seu papel social e que cada um de nos ser\u00e1 fortemente tentado (a) a adotar o mesmo num contexto similar.<\/p>\n<p><span class=\"spip_document_6 spip_documents spip_documents_center\"> <img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/localhost\/cahiers\/IMG\/squelettes\/documents\/zigoui.gif\" alt=\"\" width=\"103\" height=\"11\" \/><\/span><\/p>\n<p>Poder\u00edamos concluir que, na escala da nossa sociedade, \u00e9 utopia querer colocar um fim a este tipo de sadismo sem renunciar \u00e0 explora\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"champ contenu_notes\">\n<h2 class=\"label\">Notes<\/h2>\n<div class=\"notes\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"nb1\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 1\" href=\"#nh1\" rev=\"footnote\">1<\/a>]\u00a0<\/span>Envio, em troca de 12 francos em selos, um panfleto (36 p. A4) onde explico meus pr\u00f3prios conceitos sobre as rela\u00e7\u00f5es entre ecologistas e anti-especistas, assim como sobre a inconst\u00e2ncia do argumento \u00e9tico. Escreva para: Philippe Laporte, 7 rue Puits Gaillot, BP 1531, 69204 Lyon cedex.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb2\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 2\" href=\"#nh2\" rev=\"footnote\">2<\/a>]\u00a0<\/span>Hans e Michael Eysenck, Mercure de France, 1985 (esgotado)<\/p>\n<p>Para um estudo mais aprofundado, ver&nbsp;: Zimbardo, P.G., \u00abOn the \u00e9thics of intervention in the human psychological research&nbsp;: with special reference to the Stanford prison experiment\u00bb, <i>Cognition<\/i>, 2, 243-256 (1973) Zimbardo, P.G.\u00abTransforming experimental research into advocacy for change\u00bb in M. Deutsch and H.A. Hornstein (Eds.), <i>Applying Social Psychology; Implications for research, Practice, and Training<\/i>, Londres, Halstead (1975)..<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb3\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 3\" href=\"#nh3\" rev=\"footnote\">3<\/a>]\u00a0<\/span>Robert Joule e Jean-L\u00e9on Beauvois, <i>Soumission et id\u00e9ologie<\/i>, P.U.F., 1981, e <i>Petit trait\u00e9 de manipulation \u00e0 l\u2019usage des hon\u00eates gens<\/i>, Presses universitaires de Grenoble, 1987.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb4\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 4\" href=\"#nh4\" rev=\"footnote\">4<\/a>]\u00a0<\/span>Christopher Browning, <i>Des hommes ordinaires<\/i>, col. 10-18, Les Belles Lettres, Paris, 1994.<\/p>\n<p>Este livro hist\u00f3rico retra\u00e7a o cotidiano do 101\u00b0 batalh\u00e3o de reserva da policia alem\u00e3 que foi levado, entre julho de 1942 e novembro de 1943, a matar ou deportar dezenas de milhares de judeus\/judias poloneses. Nada disso de in\u00edcio predisporia o batalh\u00e3o de reserva a isto.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-socializer wpsr-share-icons \" data-lg-action=\"show\" data-sm-action=\"show\" data-sm-width=\"768\" ><h3>Share and Enjoy !<\/h3><div class=\"wpsr-si-inner\"><div class=\"wpsr-counter wpsrc-sz-32px\" style=\"color:#000\"><span class=\"scount\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook,twitter,linkedin,pinterest,print,pdf\">0<\/span><\/span><small class=\"stext\">Shares<\/small><\/div><div class=\"socializer sr-popup sr-32px sr-circle sr-opacity sr-pad sr-count-1 sr-count-1\"><span class=\"sr-facebook\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/share.php?u=\" target=\"_blank\"  title=\"Share this on Facebook\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-facebook-f\"><\/i><span class=\"ctext\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook\">0<\/span><\/span><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-twitter\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?text=%20-%20%20\" target=\"_blank\"  title=\"Tweet this !\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-twitter\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-linkedin\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/sharing\/share-offsite\/?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Add this to LinkedIn\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-linkedin-in\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-pinterest\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.pinterest.com\/pin\/create\/button\/?url=&amp;media=&amp;description=\" target=\"_blank\"  title=\"Submit this to Pinterest\"  style=\"color: #ffffff\" data-pin-custom=\"true\"><i class=\"fab fa-pinterest\"><\/i><span class=\"ctext\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"pinterest\">0<\/span><\/span><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-print\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.printfriendly.com\/print?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Print this article \"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fa fa-print\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-pdf\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.printfriendly.com\/print?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Convert to PDF\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fa fa-file-pdf\"><\/i><\/a><\/span><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em janeiro e fevereiro de 1995, algumas associa\u00e7\u00f5es mobilizaram-se na Inglaterra e na Fran\u00e7a para sensibilizar a opini\u00e3o p\u00fablica a respeito do destino dos animais de corte durante o transporte e abate. Tal campanha aproveitou as circunst\u00e2ncias para suscitar uma trabalhosa conscientiza\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o ao sofrimento que a humanidade imp\u00f5e \u00e0s esp\u00e9cies que ela escraviza [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[211],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v14.9 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>N\u00e3o existe explora\u00e7\u00e3o animal sem sadismo - Les Cahiers antisp\u00e9cistes<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/nao-existe-exploracao-animal-sem-sadismo\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"N\u00e3o existe explora\u00e7\u00e3o animal sem sadismo - Les Cahiers antisp\u00e9cistes\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Em janeiro e fevereiro de 1995, algumas associa\u00e7\u00f5es mobilizaram-se na Inglaterra e na Fran\u00e7a para sensibilizar a opini\u00e3o p\u00fablica a respeito do destino dos animais de corte durante o transporte e abate. Tal campanha aproveitou as circunst\u00e2ncias para suscitar uma trabalhosa conscientiza\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o ao sofrimento que a humanidade imp\u00f5e \u00e0s esp\u00e9cies que ela escraviza [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/nao-existe-exploracao-animal-sem-sadismo\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Les Cahiers antisp\u00e9cistes\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2007-12-23T18:24:24+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2016-05-01T17:27:02+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"http:\/\/localhost\/cahiers\/IMG\/squelettes\/documents\/zigoui.gif\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/\",\"name\":\"Les Cahiers antisp\\u00e9cistes\",\"description\":\"R\\u00e9flexion et action pour l&#039;\\u00e9galit\\u00e9 animale\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/?s={search_term_string}\",\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"ImageObject\",\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/nao-existe-exploracao-animal-sem-sadismo\/#primaryimage\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"url\":\"http:\/\/localhost\/cahiers\/IMG\/squelettes\/documents\/zigoui.gif\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/nao-existe-exploracao-animal-sem-sadismo\/#webpage\",\"url\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/nao-existe-exploracao-animal-sem-sadismo\/\",\"name\":\"N\\u00e3o existe explora\\u00e7\\u00e3o animal sem sadismo - Les Cahiers antisp\\u00e9cistes\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/nao-existe-exploracao-animal-sem-sadismo\/#primaryimage\"},\"datePublished\":\"2007-12-23T18:24:24+00:00\",\"dateModified\":\"2016-05-01T17:27:02+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#\/schema\/person\/973b2720b3fdac8703349ce567a7566f\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/nao-existe-exploracao-animal-sem-sadismo\/\"]}]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#\/schema\/person\/973b2720b3fdac8703349ce567a7566f\",\"name\":\"Philippe Laporte\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"@id\":\"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/#personlogo\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Philippe Laporte\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1466\/"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post\/"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28\/"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments\/?post=1466"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1466\/revisions\/"}],"predecessor-version":[{"id":1468,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1466\/revisions\/1468\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/?parent=1466"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories\/?post=1466"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags\/?post=1466"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}