{"id":1411,"date":"2006-10-29T15:29:09","date_gmt":"2006-10-29T14:29:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/?p=1411&#038;lang=pt-pt"},"modified":"2016-05-01T15:30:51","modified_gmt":"2016-05-01T13:30:51","slug":"a-liberacao-animal-do-se-trata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/a-liberacao-animal-do-se-trata\/","title":{"rendered":"A libera\u00e7\u00e3o animal: do que se trata?"},"content":{"rendered":"<div class=\"texte\" dir=\"ltr\">\n<h2>O peso da hist\u00f3ria<\/h2>\n<p>O humano comete abusos contra os animais desde os prim\u00f3rdios da humanidade e o sofrimento animal \u00e9 a conseq\u00fc\u00eancia de mil\u00eanios de atitudes discriminat\u00f3rias. No mundo ocidental, em particular, os animais n\u00e3o humanos s\u00e3o tradicionalmente vistos como coisas aserem exploradas, frente \u00e0 maior indiferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a seus interesses.<\/p>\n<p>Esta atitude se tornou corriqueira pelo menos depois que Arist\u00f3teles afirma que os animais foram feitos para que os us\u00e1ssemos, e, em seguida, foi apoiado por uma perspectiva religiosa fundamentalmente centralizada no homem. Esta culmina, no s\u00e9culo XVII, na doutrina de Descartes, segundo a qual os animais s\u00e3o apenas aut\u00f4matos, incapazes de pensar e de sentir dor.<\/p>\n<p>E apenas no s\u00e9culo passado apareceram os primeiros sinais de um movimento pol\u00edtico a favor dos animais. Mas a hist\u00f3ria da defesa animal mostra at\u00e9 que ponto este protesto nem ousa levar realmente a s\u00e9rio os interesses dos animais, conservando-se essencialmente sentimentalista.<\/p>\n<p>Apenas em 1975 foi lan\u00e7ado um ataque sistem\u00e1tico e intelig\u00edvel contra os fundamentos da explora\u00e7\u00e3o dos animais n\u00e3o humanos, com o aparecimento do livro \u00abAnimal Liberation\u00bb de Peter Singer, que teve uma grande repercuss\u00e3o e suscitou num debate imediato, apoiando a tese revolucion\u00e1ria que somente uma forma de descrimina\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria nos permitiu, at\u00e9 nossos dias, n\u00e3o amplificarmos o princ\u00edpio de igualdade dos humanos aos outros animais.<\/p>\n<h2>Todos os animais s\u00e3o iguais<\/h2>\n<p>O argumento a favor da extens\u00e3o do princ\u00edpio de igualdade al\u00e9m das fronteiras de nossa esp\u00e9cie funda-se na mesma l\u00f3gica que o argumento que se op\u00f5e ao racismo, ao sexismo e \u00e0s demais discrimina\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias entre os humanos. Quando dizemos que todos os humanos s\u00e3o iguais, n\u00e3o queremos fazer refer\u00eancia a uma presumida igualdade real, pois os humanos s\u00e3o incontestavelmente diferentes quanto a seu aspecto e for\u00e7a f\u00edsica, suas capacidades e sensibilidade. O princ\u00edpio de igualdade dos humanos n\u00e3o \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o de uma pretensa igualdade real: ele \u00e9 uma prescri\u00e7\u00e3o de como os seres humanos devem ser tratados.<\/p>\n<p>Se a \u00abfronteira\u00bb que determina se devemos ou n\u00e3o atribuir uma considera\u00e7\u00e3o igual aos interesses de um ser n\u00e3o pode ser fundada em seu sexo ou na cor de sua pele, como poderia fundamentar-se no fato do ser marchar em p\u00e9 ou com as quatro patas, ou se tem p\u00ealos ou n\u00e3o? E se o fato de ser mais inteligente n\u00e3o autoriza um ser humano a explorar um outro, como poderia autorizar os humanos a explorarem os n\u00e3o humanos?<\/p>\n<p>De fato, a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da igualdade pode apenas ser estabelecida onde acaba a apropria\u00e7\u00e3o dos interesses, compreendida como capacidade de sentir prazer ou dor. Prolong\u00e1-la al\u00e9m deste limite \u00e9 absurdo; restring\u00ed-la aqu\u00e9m ser\u00e1 arbitr\u00e1rio. Se um ser sofre, n\u00e3o pode existir nenhuma justificativa moral para recusarmos levar em considera\u00e7\u00e3o seu sofrimento.<\/p>\n<p>Independentemente da ra\u00e7a, do sexo <i>e da esp\u00e9cie<\/i>, devemos tratar com a mesma considera\u00e7\u00e3o o sofrimento de todos os seres. Aquele que atribui, em caso de conflito, mais peso aos interesses dos membros de sua ra\u00e7a, \u00e9 racista. O que atribui, em caso de conflito, mais peso aos interesses dos membros de sua esp\u00e9cie, \u00e9 <i>especista<\/i>. A igualdade de considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa tratamento igual: se um animal n\u00e3o sofre pelo fato de n\u00e3o poder sair de um pa\u00eds, enquanto um homem pode sofrer no ex\u00edlio, o tratamento dos casos ser\u00e1 diferente. Mas onde os interesses existem e s\u00e3o an\u00e1logos, eles devem ser pesados na mesma balan\u00e7a. O interesse de n\u00e3o ser utilizado como cobaia ou de n\u00e3o ser acorrentado durante toda vida em um espa\u00e7o min\u00fasculo destinado \u00e0 cria\u00e7\u00e3o intensiva de gado, de n\u00e3o ser arrancado de sua m\u00e3e, \u00e9 o mesmo para os humanos e os animais.<\/p>\n<h2>O especismo trivial<\/h2>\n<p>Toda nossa sociedade est\u00e1 impregnada pelo especismo. As pr\u00e1ticas fundadas no consumo dos animais s\u00e3o inumer\u00e1veis. Ainda que a preocupa\u00e7\u00e3o pelo destino dos animais seja mais extensa em nossos dias do que antigamente, o sofrimento deles atinge, de forma incontest\u00e1vel, tanto em quantidade e intensidade, um n\u00edvel que o mundo ainda n\u00e3o tinha conhecido.<\/p>\n<p>A defesa animal concentrou quase toda sua aten\u00e7\u00e3o apenas no problema dos animais de companhia, ignorando geralmente os piores tratamentos, os mais generalizados, aqueles que est\u00e3o institucionalizados.Geralmente a defesa animal \u00e9 especista e freq\u00fcentemente lesa o interesse daqueles que deveria salvar, de uma forma que julgaria inadmiss\u00edvel caso se tratasse de humanos.<\/p>\n<p>Enquanto que o movimento ecol\u00f3gico chama a aten\u00e7\u00e3o sobre certas formas de crueldade como o massacre das focas ou a ca\u00e7a \u00e0s baleias, outras viol\u00eancias s\u00e3o aceitas e aprovadas pelos mesmos grupos ecologistas que se protegem atr\u00e1s de no\u00e7\u00f5es como o equil\u00edbrio do meio ambiente ou a prote\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies em perigo.<\/p>\n<p>Os sofrimentos incompar\u00e1veis mais graves, e os que s\u00e3o menos notados, s\u00e3o os que sofrem os n\u00e3o humanos utilizados nos laborat\u00f3rios e nas fazendas industrializadas. Nos laborat\u00f3rios, os animais s\u00e3o considerados como meros recursos consum\u00edveis e se tornaram, a tal ponto, objetos que seus urros s\u00e3o denominados \u00abvocaliza\u00e7\u00f5es\u00bb nos boletins cient\u00edficos. Na Fran\u00e7a isso envolveria atualmente cerca de oito milh\u00f5es de animais por ano.<\/p>\n<p>Mas, no que toca o sofrimento animal, a pr\u00e1tica central \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o dos animais para a alimenta\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o apenas porque n\u00f3s somos todos diretamente respons\u00e1veis atrav\u00e9s de nosso consumo cotidiano de carne, mas tamb\u00e9m pela\u00a0id\u00e9ia da vida de um animal contar menos que o prazer de comer um prato; este \u00e9 o maior obst\u00e1culo ao fato de atribuir valor aos membros de outras esp\u00e9cies. E o consumo de carne ultrapassa todas as outras utiliza\u00e7\u00f5es de animais igualmente pelo n\u00famero de v\u00edtimas que causa. Apenas na Fran\u00e7a, s\u00e3o cerca de 800 milh\u00f5es vitimados, isso sem contar os peixes. Freq\u00fcentemente, os animais s\u00e3o mantidos em lugares fechados e super lotados, em condi\u00e7\u00f5es de cria\u00e7\u00e3o intensiva que causam stress, m\u00e1 forma\u00e7\u00f5es, comportamentos aberrantes e a frustra\u00e7\u00e3o de todos seus instintos f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos.<\/p>\n<h2>Filosofia e revolu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Devido \u00e0 situa\u00e7\u00e3o existente, a liberta\u00e7\u00e3o animal somente pode ser realizada pela ruptura dos modelos que est\u00e3o em vigor \u2013 o primeiro \u00e9 a id\u00e9ia de que seja moralmente aceit\u00e1vel comer os outros animais \u2013 e a aboli\u00e7\u00e3o das estruturas atuais fundadas na explora\u00e7\u00e3o dos n\u00e3o humanos.<\/p>\n<p>Uma compreens\u00e3o s\u00e9ria dos fundamentos da liberta\u00e7\u00e3o animal e a partir da extens\u00e3o do princ\u00edpio de igualdade al\u00e9m das fronteiras de nossa esp\u00e9cie \u00e9 indispens\u00e1vel para qualquer tentativa que seja de influirmos na realidade, evitando manobras que recairiam nos mesmos erros do movimento tradicional de defesa animal.<\/p>\n<p>Desejamos ligar estreitamente a teoria e a pr\u00e1tica, fazendo da difus\u00e3o das id\u00e9ias uma forma de milit\u00e2ncia pol\u00edtica; tendo como inspira\u00e7\u00e3o os princ\u00edpios liberacionistas, inspira\u00e7\u00e3o de um ativismo n\u00e3o violento radical. Acreditamos que a liberta\u00e7\u00e3o animal dependa de uma transforma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia humana e que a claridade ideol\u00f3gica seja essencial ao sucesso pol\u00edtico.<\/p>\n<p>E este sucesso apenas ser\u00e1 poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 exist\u00eancia de um movimento organizado, compar\u00e1vel aos movimentos que lan\u00e7aram as grandes revolu\u00e7\u00f5es intra humanas da hist\u00f3ria: somente ent\u00e3o, ser\u00e3o concretizadas mudan\u00e7as significativas na vida dos animais n\u00e3o humanos. Trabalhamos para desenvolver este movimento e para atingirmos esse dia em que a opress\u00e3o dos humanos sobre os outros seres sens\u00edveis ter\u00e1 sido eliminada pela raiz.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wp-socializer wpsr-share-icons \" data-lg-action=\"show\" data-sm-action=\"show\" data-sm-width=\"768\" ><h3>Share and Enjoy !<\/h3><div class=\"wpsr-si-inner\"><div class=\"wpsr-counter wpsrc-sz-32px\" style=\"color:#000\"><span class=\"scount\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook,twitter,linkedin,pinterest,print,pdf\">0<\/span><\/span><small class=\"stext\">Shares<\/small><\/div><div class=\"socializer sr-popup sr-32px sr-circle sr-opacity sr-pad sr-count-1 sr-count-1\"><span class=\"sr-facebook\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/share.php?u=\" target=\"_blank\"  title=\"Share this on Facebook\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-facebook-f\"><\/i><span class=\"ctext\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook\">0<\/span><\/span><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-twitter\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?text=%20-%20%20\" target=\"_blank\"  title=\"Tweet this !\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-twitter\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-linkedin\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/sharing\/share-offsite\/?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Add this to LinkedIn\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-linkedin-in\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-pinterest\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.pinterest.com\/pin\/create\/button\/?url=&amp;media=&amp;description=\" target=\"_blank\"  title=\"Submit this to Pinterest\"  style=\"color: #ffffff\" data-pin-custom=\"true\"><i class=\"fab fa-pinterest\"><\/i><span class=\"ctext\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"pinterest\">0<\/span><\/span><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-print\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.printfriendly.com\/print?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Print this article \"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fa fa-print\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-pdf\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.printfriendly.com\/print?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Convert to PDF\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fa fa-file-pdf\"><\/i><\/a><\/span><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O peso da hist\u00f3ria O humano comete abusos contra os animais desde os prim\u00f3rdios da humanidade e o sofrimento animal \u00e9 a conseq\u00fc\u00eancia de mil\u00eanios de atitudes discriminat\u00f3rias. 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