{"id":1354,"date":"2006-12-03T14:51:35","date_gmt":"2006-12-03T13:51:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/?p=1354&#038;lang=pt-pt"},"modified":"2016-05-01T15:25:56","modified_gmt":"2016-05-01T13:25:56","slug":"mistura-de-generos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/mistura-de-generos\/","title":{"rendered":"Mistura de g\u00eaneros"},"content":{"rendered":"<div class=\"champ contenu_texte\">\n<div class=\"texte\" dir=\"ltr\">\n<p>Em <i>Animals\u2019 Agenda<\/i> (<i>Agenda dos Animais<\/i>), novembro de 1991:<\/p>\n<blockquote><p>Segundo Jared Diamond, professor de fisiologia na California Medical School (Escola M\u00e9dica da Calif\u00f3rnia), em Los Angeles, \u00abOs humanos n\u00e3o constituem uma fam\u00edlia distinta, nem mesmo um g\u00eanero, mas pertencem ao mesmo g\u00eanero que o chimpanz\u00e9 comum e o chimpanz\u00e9 an\u00e3o\u00bb. Diamond detalha os dados gen\u00e9ticos que sustentam a sua tese em seu novo livro, <i>The Rise and Fall of the Third Chimpanzee<\/i> (<i>A Ascens\u00e3o e Queda do Terceiro Chimpanz\u00e9<\/i>).<\/p><\/blockquote>\n<p>Trata-se de uma quest\u00e3o de classifica\u00e7\u00e3o, de ordena\u00e7\u00e3o em compartimentos. Atualmente, os zo\u00f3logos colocam a esp\u00e9cie humana, denominada <i>Homo sapiens<\/i>, num compartimento exclusivo dela, o g\u00eanero <i>Homo<\/i>. No sistema utilizado para classificar as esp\u00e9cies vivas, os g\u00eaneros s\u00e3o os compartimentos de primeiro n\u00edvel, e est\u00e3o eles pr\u00f3prios reagrupados em fam\u00edlias, depois em ordens (aqui: os primatas), em classes (os mam\u00edferos), em ramifica\u00e7\u00f5es (os vertebrados<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh1\" class=\"spip_note\" title=\"Mais exatamente, a ramifica\u00e7\u00e3o dos cordados - mas os cordados s\u00e3o quase todos\u00a0(...)\" href=\"#nb1\" rel=\"footnote\">1<\/a>]<\/span>), e, por fim, em reinos (os animais). \u00c0s vezes se acrescentam n\u00edveis intermedi\u00e1rios, como no presente caso a superfam\u00edlia, que reagrupa algumas fam\u00edlias.<br class=\"autobr\" \/> Na classifica\u00e7\u00e3o atual, como se v\u00ea no quadro a seguir, a esp\u00e9cie humana tem direito n\u00e3o somente a um g\u00eanero, mas tamb\u00e9m a uma fam\u00edlia inteira exclusivamente para si, o que \u00e9 incomum, sem ser excepcional.<\/p>\n<table id=\"classification\">\n<tbody>\n<tr>\n<th>A classifica\u00e7\u00e3o atual:<\/th>\n<th>O que ela poderia tornar-se\u00a0:<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Superfam\u00edlia: Homin\u00f3ides, com 3 fam\u00edlias:<\/p>\n<div>Fam\u00edlia dos Hilobat\u00eddeos = gib\u00f5es...<\/div>\n<div>\n<p>Fam\u00edlia dos Pong\u00eddeos, 3 g\u00eaneros:<\/p>\n<div>G\u00eanero <i>Pongo<\/i> = orangotangos, 3 esp\u00e9cies<\/div>\n<div>\n<p>G\u00eanero <i>Pan<\/i> = chimpanz\u00e9, 2 esp\u00e9cies:<\/p>\n<div><i>Pan troglodytes<\/i> = chimpanz\u00e9 comum<\/div>\n<div><i>Pan paniscus<\/i> = chimpanz\u00e9 an\u00e3o<\/div>\n<\/div>\n<div>G\u00eanero <i>Gorilla<\/i>, 1 esp\u00e9cie<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>Fam\u00edlia dos Homin\u00eddeos, 1 g\u00eanero:<\/p>\n<div>\n<p>G\u00eanero: <i>Homo<\/i>, 1 esp\u00e9cie:<\/p>\n<div><i>Homo sapiens<\/i> = humano<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/td>\n<td>Superfam\u00edlia: <span class=\"changed\">Pong\u00f3id\u00e9s<\/span>, com <span class=\"changed\">2<\/span> fam\u00edlias:<\/p>\n<div>Fam\u00edlia dos Hilobat\u00eddeos = gib\u00f5es...<\/div>\n<div>\n<p>Fam\u00edlia dos Pong\u00eddeos, 3 g\u00eaneros::<\/p>\n<div>G\u00eanero <i>Pongo<\/i> = orangotango, 3 esp\u00e9cies<\/div>\n<div>\n<p>G\u00eanero <span class=\"changed\"><i>Homo<\/i><\/span>, ou <i>Pan<\/i>, <span class=\"changed\">3<\/span> esp\u00e9cies:<\/p>\n<div><span class=\"changed\"><i>Homo<\/i><\/span>, ou <i>Pan<\/i>, <i>troglodytes<\/i><\/div>\n<div><span class=\"changed\"><i>Homo<\/i><\/span>, ou <i>Pan<\/i>, <i>paniscus<\/i><\/div>\n<div><span class=\"changed\"><i>Homo<\/i>, ou <i>Pan<\/i>, <i>sapiens<\/i> <\/span><\/div>\n<\/div>\n<div>G\u00eanero Gorilla, 1 esp\u00e9cie<\/div>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3>Uma quest\u00e3o de nomes<\/h3>\n<p>A modifica\u00e7\u00e3o proposta por Diamond implicaria suprimir n\u00e3o somente a nossa fam\u00edlia (muitos zo\u00f3logos est\u00e3o de acordo), mas tamb\u00e9m o nosso g\u00eanero. A esp\u00e9cie humana seria realojada no mesmo g\u00eanero que os chimpanz\u00e9s.<br class=\"autobr\" \/> O ponto sens\u00edvel da arrog\u00e2ncia humana \u00e9 que se trata n\u00e3o somente de compartimentos, mas tamb\u00e9m de nomes. Temos orgulho de chamar-nos <i>Homo<\/i>, \u00abser humano\u00bb em latim, e somos o \u00fanico <i>Homo<\/i>, que al\u00e9m disso \u00e9 <i>sapiens<\/i>, \u00abs\u00e1bio\u00bb em latim. Ora, neste sistema lineano, cada esp\u00e9cie \u00e9 chamada pelo seu nome de g\u00eanero - um substantivo, portanto, que quer dizer <i>aquilo<\/i> que somos - seguido de um adjetivo, para dizer como n\u00f3s o somos. Colocar-nos no mesmo g\u00eanero que os chimpanz\u00e9s ser\u00e1 obrigar-nos a usar o mesmo nome substantivo que eles, com apenas uma qualifica\u00e7\u00e3o diferente.<br class=\"autobr\" \/> Assim sendo, atribuindo-se ao novo g\u00eanero comum o nome <i>Homo<\/i>, o nosso nome permaneceria <i>Homo sapiens<\/i>, mas as duas esp\u00e9cies de chimpanz\u00e9s se chamariam: <i>Homo troglodytes<\/i> e <i>Homo paniscus<\/i>\u00a0; isto sugeriria que nos seus laborat\u00f3rios os humanos mutilam e matam cotidianamente, em seu benef\u00edcio, outros humanos. Se, pelo contr\u00e1rio, se conserva o nome <i>Pan<\/i>, ser\u00edamos <i>Pan sapiens<\/i>, o que pareceria dizer que somos, em subst\u00e2ncia, chimpanz\u00e9s - que praticamos a vivissec\u00e7\u00e3o em outros dos mesmos, porque isto nos conv\u00e9m e porque somos mais fortes do que eles.<\/p>\n<h2>Somente uma quest\u00e3o de nomes?<\/h2>\n<p>N\u00e3o li o livro de Diamond. Segundo <i>Animals\u2019 Agenda<\/i>, sua tese se ap\u00f3ia em dados gen\u00e9ticos. Isso pode parecer que lhe d\u00e1 um cunho de objetividade, mas n\u00e3o se deve iludir: n\u00e3o existem hoje em dia crit\u00e9rios objetivos universalmente reconhecidos para justificar a reuni\u00e3o ou n\u00e3o de duas esp\u00e9cies numa mesma divis\u00e3o. O problema neste n\u00edvel n\u00e3o reside na determina\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as entre esp\u00e9cies, sejam elas gen\u00e9ticas, anat\u00f4micas, comportamentais ou outras, mas na import\u00e2ncia a ser atribu\u00edda a cada uma dentre elas. Li assim, num livro s\u00e9rio, um bi\u00f3logo s\u00e9rio<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh2\" class=\"spip_note\" title=\"Georges Pasteur, artigo intitulado \u00abLe foisonnement du vivant\u00bb (\u00abO\u00a0(...)\" href=\"#nb2\" rel=\"footnote\">2<\/a>]<\/span> propor seriamente n\u00e3o somente dar ao ser humano uma fam\u00edlia exclusivamente para ele, mas criar tamb\u00e9m para ele uma ordem e uma classe - n\u00e3o ser\u00edamos mais mam\u00edferos, como os porcos - e ainda uma ramifica\u00e7\u00e3o \u00e0 parte, e, mais ainda que isso, ser\u00edamos, segundo ele, o \u00fanico representante de um <i>reino<\/i>, o reino humano, e isto, n\u00e3o ao lado dos reinos animal e vegetal, mas mais longe ainda, num <i>super-reino<\/i> nosso, o dos Noobiontes, dos seres vivos que pensam<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh3\" class=\"spip_note\" title=\"Os dois super-reinos s\u00e3o, classicamente, os procariotos (bact\u00e9rias) e os\u00a0(...)\" href=\"#nb3\" rel=\"footnote\">3<\/a>]<\/span>. E esta extravag\u00e2ncia - que vai mais longe ainda que o uso corrente da l\u00edngua que classifica os humanos \u00e0 parte dos animais - se basearia, para esse bi\u00f3logo, no fato de que os humanos \u00absabem que eles sabem\u00bb, quando os animais, lamentavelmente, quando muito, sabem, mas, diz ele, n\u00e3o sabem que sabem.<br class=\"autobr\" \/> O que \u00e9 que isto muda? Em princ\u00edpio, nada. N\u00f3s lutamos para que a considera\u00e7\u00e3o dos interesses de tal ou tal ser n\u00e3o dependa do n\u00famero das suas patas, nem de sua capacidade de saber que ele sabe, nem do g\u00eanero ou do reino em que ele est\u00e1 classificado, nem do nome que lhe \u00e9 dado.<br class=\"autobr\" \/> Para mim, n\u00e3o se trata de dizer que as diferen\u00e7as entre os humanos e os outros animais n\u00e3o t\u00eam import\u00e2ncia. Eu creio que o desenvolvimento das capacidades intelectuais dos humanos chegou, pela primeira vez na hist\u00f3ria da terra, a ultrapassar certo limiar cr\u00edtico, permitindo a explos\u00e3o da cultura, sendo esta explos\u00e3o um fen\u00f4meno natural, mas \u00fanico no dia de hoje. Esta cultura nos\u00a0permitiu, ao menos em certos pontos, melhorar a nossa pr\u00f3pria sorte. Mas o que importa sobretudo \u00e9 que, devido a este fato, adquirimos uma responsabilidade sem precedente, individual e coletiva, para com todos os seres sens\u00edveis, quer isto nos agrade, quer n\u00e3o. N\u00e3o somos substancialmente diferentes dos outros animais; o que faz a nossa vida, os nossos prazeres e os nossos sofrimentos, os nossos desejos e as nossas dores, muitos outros, al\u00e9m dos humanos, os experimentam. Mas temos a responsabilidade, n\u00e3o somente de acabar com a explora\u00e7\u00e3o brutal que impomos aos outros seres, mas tamb\u00e9m de fazer com que eles se beneficiem das nossas capacidades, sem que nos encerremos nesse <i>apartheid<\/i> das esp\u00e9cies, esse desenvolvimento separado que reivindica a maioria dos ecologistas (o apartheid, ali\u00e1s, n\u00e3o excluindo, realmente, a explora\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<h2>O perfume da esp\u00e9cie<\/h2>\n<p>O que podem, portanto, alterar essas quest\u00f5es de classifica\u00e7\u00e3o e de denomina\u00e7\u00e3o\u00a0? Agora, \u00e9 verdade que, sob um outro nome, a rosa n\u00e3o tem o mesmo perfume. E uma vez que temos uma responsabilidade em rela\u00e7\u00e3o aos outros seres sens\u00edveis, n\u00e3o ser\u00e1 classificando-nos o mais longe poss\u00edvel em separado deles que n\u00f3s nos prepararemos para assumi-lo.<br class=\"autobr\" \/> Se o racismo \u00e9 um erro, n\u00e3o \u00e9 porque todos os humanos se classificam dentro da\u00a0mesma esp\u00e9cie; no entanto, a quest\u00e3o foi debatida acaloradamente no s\u00e9culo XIX.\u00a0Hoje em dia, os humanos s\u00e3o colocados na mesma esp\u00e9cie porque s\u00e3o interfecundos. Isto, em si, n\u00e3o fez desaparecer o racismo, do mesmo modo que a tese de Diamond, se ela for reconhecida, n\u00e3o \u00e9 uma varinha de cond\u00e3o contra o especismo. Entretanto, a vontade que tiveram os racistas de colocar alguns o mais longe poss\u00edvel em separado deles assemelha-se bem \u00e0 que tiveram os especistas de afastar-nos, no seio da classifica\u00e7\u00e3o dita cient\u00edfica, dessa \u00abparentela vergonhosa\u00bb que representam para eles os outros animais e os outros macacos em particular. E o fato de mudar os nomes, de nos denominarmos chimpanz\u00e9s ou de chamar os chimpanz\u00e9s de humanos, certamente faria ranger muitos dentes, e sobretudo, talvez torne um pouco mais dif\u00edcil ainda\u00a0sustentar que os nossos interesses devem contar infinitamente mais do que os de todo aquele que n\u00e3o \u00e9 humano<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh4\" class=\"spip_note\" title=\"\u00abOs animais \u2013 dos quais fizemos os nossos escravos \u2013 n\u00f3s n\u00e3o gostamos de\u00a0(...)\" href=\"#nb4\" rel=\"footnote\">4<\/a>]<\/span>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"champ contenu_notes\">\n<h2 class=\"label\">Notes<\/h2>\n<div class=\"notes\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"nb1\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 1\" href=\"#nh1\" rev=\"footnote\">1<\/a>]\u00a0<\/span>Mais exatamente, a ramifica\u00e7\u00e3o dos cordados - mas os cordados s\u00e3o quase todos vertebrados.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb2\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 2\" href=\"#nh2\" rev=\"footnote\">2<\/a>]\u00a0<\/span>Georges Pasteur, artigo intitulado \u00abLe foisonnement du vivant\u00bb (\u00abO intumescimento do ser vivo\u00bb), em <i>Histoire des \u00eatres vivants&nbsp;: le monde animal<\/i> (<i>Hist\u00f3ria dos seres vivos: o mundo animal<\/i>), dir. Jean Dorst, Hachette, 1985.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb3\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 3\" href=\"#nh3\" rev=\"footnote\">3<\/a>]\u00a0<\/span>Os dois super-reinos s\u00e3o, classicamente, os procariotos (bact\u00e9rias) e os eucariotos (plantas, animais, fungos e protozo\u00e1rios)\u00a0; para G. Pasteur, parece que a dist\u00e2ncia entre uma vaca e um humano \u00e9 t\u00e3o importante quanto a dist\u00e2ncia entre uma bact\u00e9ria e uma vaca.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb4\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 4\" href=\"#nh4\" rev=\"footnote\">4<\/a>]\u00a0<\/span>\u00abOs animais \u2013 dos quais fizemos os nossos escravos \u2013 n\u00f3s n\u00e3o gostamos de\u00a0consider\u00e1-los nossos iguais. Os propriet\u00e1rios de escravos n\u00e3o desejam fazer do homem negro um outro g\u00eanero (<i>kind<\/i>)?\u00bb Charles Darwin, citado em \u00abDarwin Unbuttoned\u00bb (\u00abDarwin Informal\u00bb), J.R. Durrant, <i>The New York Review of Books<\/i>, 28 de abril de 1988.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-socializer wpsr-share-icons \" data-lg-action=\"show\" data-sm-action=\"show\" data-sm-width=\"768\" ><h3>Share and Enjoy !<\/h3><div class=\"wpsr-si-inner\"><div class=\"wpsr-counter wpsrc-sz-32px\" style=\"color:#000\"><span class=\"scount\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook,twitter,linkedin,pinterest,print,pdf\">0<\/span><\/span><small class=\"stext\">Shares<\/small><\/div><div class=\"socializer sr-popup sr-32px sr-circle sr-opacity sr-pad sr-count-1 sr-count-1\"><span class=\"sr-facebook\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/share.php?u=\" target=\"_blank\"  title=\"Share this on Facebook\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-facebook-f\"><\/i><span class=\"ctext\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook\">0<\/span><\/span><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-twitter\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?text=%20-%20%20\" target=\"_blank\"  title=\"Tweet this !\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-twitter\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-linkedin\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/sharing\/share-offsite\/?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Add this to LinkedIn\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-linkedin-in\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-pinterest\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.pinterest.com\/pin\/create\/button\/?url=&amp;media=&amp;description=\" target=\"_blank\"  title=\"Submit this to Pinterest\"  style=\"color: #ffffff\" data-pin-custom=\"true\"><i class=\"fab fa-pinterest\"><\/i><span class=\"ctext\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"pinterest\">0<\/span><\/span><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-print\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.printfriendly.com\/print?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Print this article \"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fa fa-print\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-pdf\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.printfriendly.com\/print?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Convert to PDF\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fa fa-file-pdf\"><\/i><\/a><\/span><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Animals\u2019 Agenda (Agenda dos Animais), novembro de 1991: Segundo Jared Diamond, professor de fisiologia na California Medical School (Escola M\u00e9dica da Calif\u00f3rnia), em Los Angeles, \u00abOs humanos n\u00e3o constituem uma fam\u00edlia distinta, nem mesmo um g\u00eanero, mas pertencem ao mesmo g\u00eanero que o chimpanz\u00e9 comum e o chimpanz\u00e9 an\u00e3o\u00bb. 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