{"id":1347,"date":"2006-10-03T14:43:33","date_gmt":"2006-10-03T12:43:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/?p=1347&#038;lang=pt-pt"},"modified":"2016-05-01T14:46:22","modified_gmt":"2016-05-01T12:46:22","slug":"defesa-animal-libertacao-animal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cahiers-antispecistes.org\/pt-pt\/defesa-animal-libertacao-animal\/","title":{"rendered":"Defesa animal \/ liberta\u00e7\u00e3o animal"},"content":{"rendered":"<div class=\"champ contenu_texte\">\n<div class=\"texte\" dir=\"ltr\">\n<p>A defesa animal, enquanto movimento organizado, existe h\u00e1 cerca de um s\u00e9culo e meio; ainda que, logicamente, sempre existiram pessoas que demonstraram atos de amizade e de compaix\u00e3o sem distin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cie. A liberta\u00e7\u00e3o animal, que questiona os pressupostos fundamentais do especismo, nasceu como movimento a partir de 1975, ano da publica\u00e7\u00e3o por Peter Singer de <i>Animal Liberation<\/i><span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh1\" class=\"spip_note\" title=\"Peter Singer, \u00e9d. Jonathan Cape, Londres, 1975 et 1990; ver tamb\u00e9m Le\u00a0(...)\" href=\"#nb1\" rel=\"footnote\">1<\/a>]<\/span>. Tais id\u00e9ias n\u00e3o datam de 1975 pois o especismo j\u00e1 tinha sido analisado e questionado ao longo da hist\u00f3ria humana, por pessoas isoladas ou em pequenos grupos. Se para muitas pessoas este tipo de an\u00e1lise parece algo absurdo, isso pode ser atribu\u00eddo aos dois mil\u00eanios de cristianismo que sufocaram toda nossa vontade de levar em conta interesses dos n\u00e3o humanos enquanto tais<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh2\" class=\"spip_note\" title=\"Cf. a enc\u00edclica Solicitudo Rei Socialis do Papa Jo\u00e3o Paulo II, 1988, que\u00a0(...)\" href=\"#nb2\" rel=\"footnote\">2<\/a>]<\/span> (isso pode parecer paradoxal \u00e0s pessoas que, como eu, foram criadas com a id\u00e9ia que o cristianismo, pelo menos substancialmente, professe um amor extremo para os mais desfavorecidos).<\/p>\n<h2>A carne<\/h2>\n<p>Poder\u00edamos acreditar que o movimento atual de liberta\u00e7\u00e3o animal seja simplesmente o prolongamento, ou mesmo a vit\u00f3ria do movimento precedente, de defesa animal. \u00c9 o que pens\u00e1vamos quando, h\u00e1 dois anos, quatro amigos e eu produzimos o folheto <i>Nous ne mangeons pas de viande pour ne pas tuer d\u2019animaux<\/i> (N\u00f3s n\u00e3o comemos carne para n\u00e3o matar os animais)<span class=\"spip_note_ref\">\u00a0[<a id=\"nh3\" class=\"spip_note\" title=\"Panfleto coletivo, \u00e9d. Y. Bonnardel, Lyon, 1989.\" href=\"#nb3\" rel=\"footnote\">3<\/a>]<\/span>. Sab\u00edamos que poucas pessoas das associa\u00e7\u00f5es de defesa animal eram vegetarianas, mas entramos em contato com elas, porque, pens\u00e1vamos que o prop\u00f3sito delas era, pelo menos teoricamente, o mesmo que o nosso.<\/p>\n<p>Ficamos decepcionados. Sentimos imediatamente que est\u00e1vamos desagradando \u2013 em alguns grupos fomos abertamente insultados (\u00abcomedores de grama\u00bb). Os \u00fanicos membros que nos ajudaram pertenciam a uma minoria, pequena mas n\u00e3o negligenci\u00e1vel, de militantes j\u00e1 vegetarianos. Se nosso folheto convenceu algumas pessoas a pararem de comer carne, isso sempre aconteceu <i>fora<\/i> dos grupos de defesa animal. Por outro lado, dentro do movimento de defesa animal, aqueles que comem carne sabem muito bem o que est\u00e3o fazendo e n\u00e3o t\u00eam a inten\u00e7\u00e3o de parar.<\/p>\n<p>Esper\u00e1vamos encontrar aliados entre os poucos vegetarianos que atuavam no movimento de defesa animal, esper\u00e1vamos que eles nos ajudassem a impor ao movimento como um todo, uma an\u00e1lise sobre a quest\u00e3o da carne. Mais uma vez ficamos decepcionados. Alguns nos ajudaram a divulgar nosso panfleto <i>N\u00f3s n\u00e3o comemos carne...<\/i>, mas nunca se engajaram pessoalmente; de forma absurda, eles pareciam sistematicamente considerar que o vegetarianismo apenas poderia ser fruto de uma escolha pessoal.<\/p>\n<p>Tudo acontece como se, no mesmo seio da defesa animal, existisse um acordo t\u00e1cito para n\u00e3o questionar as regras de base que determinam as rela\u00e7\u00f5es dos humanos com os outros animais; e, se \u00e9 permitido n\u00e3o comer carne, isso deve representar ao m\u00e1ximo um questionamento limitado aos aspectos n\u00e3o essenciais das pr\u00e1ticas especistas, como a cria\u00e7\u00e3o industrializada de animais. Pior ainda, apenas devem ser evocados a \u00e9tica, a dieta ou o car\u00e1ter \u00abn\u00e3o natural\u00bb do consumo de carne pelos humanos, para evitar contestar a justi\u00e7a da utiliza\u00e7\u00e3o dos animais n\u00e3o humanos quando bem entendermos desde que possamos obter lucro disso. Se alguns admitem que n\u00e3o comem carne pelos animais, ningu\u00e9m estima que esse t\u00f3pico mere\u00e7a que o consenso do grupo seja modificado, pois o grupo elege o inimigo n\u00famero um: o monstro vivisseccionista\u00a0e sua luta se dirige contra ele.<\/p>\n<h2>A vivissec\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Poder\u00edamos esperar que os dois movimentos estivessem de acordo sobre o tema da vivissec\u00e7\u00e3o. Mesmo se para n\u00f3s, esse tema seja apenas um aspecto \u00abex\u00f3tico\u00bb do problema, assim como as touradas ou o consumo de c\u00e3es pelos coreanos, enquanto que todos os dias os cordiais seres humanos comuns ainda comam carne.<\/p>\n<p>Mais uma vez ficamos decepcionados. Em vez de questionarem o princ\u00edpio da utiliza\u00e7\u00e3o dos animais para qualquer finalidade humana, a defesa animal insiste sobre a \u00abinutilidade\u00bb das experi\u00eancias \u2013 inutilidade para os humanos, claro.<\/p>\n<h2>Os advogados dos animais<\/h2>\n<p>A defesa animal \u00e9, realmente, como a defesa na justi\u00e7a. O advogado (o defensor) de um ladr\u00e3o pode defender seu cliente, quer dizer, pedir que ele n\u00e3o seja punido ou que ele seja pouco punido, sem contestar as leis que punam os ladr\u00f5es. A defesa animal defende os animais, no seio de um dado sistema. Ao defender os c\u00e3es, ela dir\u00e1 que eles fazem companhia para os idosos. Ao defender os gatos, dir\u00e3o que estes matam os ratos. Ao defender os ratos, argumentam que o uso deles em experi\u00eancias n\u00e3o \u00e9 confi\u00e1vel. Ao defender os patos, argumentam que o pat\u00ea de f\u00edgado de ganso (foie gras) \u00e9 impr\u00f3prio para consumo; ao defender as lebres, argumenta que a ca\u00e7a pode matar seres humanos, com balas perdidas ou desviadas.<\/p>\n<p>Sobre o advogado de um ladr\u00e3o pesa sempre, apesar de tudo, a amea\u00e7a de ser considerado como o advogado <i>dos<\/i> ladr\u00f5es, como amigo deles ou adepto do roubo. \u00c9 vital para sua defesa que o juiz n\u00e3o tenha a impress\u00e3o que, se liberar <i>este<\/i> ladr\u00e3o, ele esteja liberando <i>todos<\/i> os ladr\u00f5es. Do mesmo modo, a defesa animal sente que \u00e9 vital n\u00e3o analisar o especismo.<\/p>\n<h2>Radicalismo?<\/h2>\n<p>A distin\u00e7\u00e3o que fazemos entre defesa e liberta\u00e7\u00e3o animal n\u00e3o \u00e9 apenas uma simples quest\u00e3o de radicalismo. Os adeptos de Hans Ruesch, por exemplo, s\u00e3o radicais em sua recusa de conceder o m\u00ednimo valor que seja \u00e0 vivissec\u00e7\u00e3o, e assim s\u00e3o abolicionistas puros e duros. Por outro lado, s\u00e3o extremamente retr\u00f3grados, por causa da estrutura de seus argumentos. Grande parte do tempo \u00e9 usada para proibir qualquer an\u00e1lise do especismo (os argumentos \u00e9ticos s\u00e3o, para eles, ineficazes ou n\u00e3o cient\u00edficos, ou sentimental\u00f3ides, etc.). Do mesmo modo, os ataques contra os laborat\u00f3rios de vivissec\u00e7\u00e3o quase sempre foram feitos por comedores de carne. Enquanto isso, os liberacionistas, publicam panfletos para difundir suas id\u00e9ias. E n\u00e3o comem carne.<\/p>\n<p>Se sou a favor da libera\u00e7\u00e3o animal, n\u00e3o \u00e9 por causa de seu radicalismo. Eu n\u00e3o critico a defesa animal de ser \u00abmole\u00bb ou \u00abmoderada\u00bb, eu a critico porque ela defende o especismo. Eu n\u00e3o procuro o extremismo das id\u00e9ias, eu sou a favor da justi\u00e7a das id\u00e9ias. E o especismo n\u00e3o \u00e9 uma id\u00e9ia justa.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 class=\"champ contenu_ps\">Notes<\/h2>\n<div class=\"champ contenu_notes\">\n<div class=\"notes\" dir=\"ltr\">\n<div id=\"nb1\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 1\" href=\"#nh1\" rev=\"footnote\">1<\/a>]\u00a0<\/span>Peter Singer, \u00e9d. Jonathan Cape, Londres, 1975 et 1990; ver tamb\u00e9m <i>Le mouvement de lib\u00e9ration animale<\/i> (\u00abO movimento de libera\u00e7\u00e3o animal\u00bb), P. Singer, \u00e9d. F. Blanchon, Lyon, 1991.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb2\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 2\" href=\"#nh2\" rev=\"footnote\">2<\/a>]\u00a0<\/span>Cf. a enc\u00edclica <i>Solicitudo Rei Socialis<\/i> do Papa Jo\u00e3o Paulo II, 1988, que parece esbo\u00e7ar uma id\u00e9ia, mas que na verdade n\u00e3o leva em conta os animais, apenas os considera como componentes do \u00abmundo natural\u00bb, e n\u00e3o como seres que t\u00eam seus pr\u00f3prios interesses e sua pr\u00f3pria vida a ser vivida.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"nb3\">\n<p><span class=\"spip_note_ref\">[<a class=\"spip_note\" title=\"Notes 3\" href=\"#nh3\" rev=\"footnote\">3<\/a>]\u00a0<\/span>Panfleto coletivo, \u00e9d. Y. Bonnardel, Lyon, 1989.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-socializer wpsr-share-icons \" data-lg-action=\"show\" data-sm-action=\"show\" data-sm-width=\"768\" ><h3>Share and Enjoy !<\/h3><div class=\"wpsr-si-inner\"><div class=\"wpsr-counter wpsrc-sz-32px\" style=\"color:#000\"><span class=\"scount\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook,twitter,linkedin,pinterest,print,pdf\">0<\/span><\/span><small class=\"stext\">Shares<\/small><\/div><div class=\"socializer sr-popup sr-32px sr-circle sr-opacity sr-pad sr-count-1 sr-count-1\"><span class=\"sr-facebook\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/share.php?u=\" target=\"_blank\"  title=\"Share this on Facebook\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-facebook-f\"><\/i><span class=\"ctext\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"facebook\">0<\/span><\/span><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-twitter\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?text=%20-%20%20\" target=\"_blank\"  title=\"Tweet this !\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-twitter\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-linkedin\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/sharing\/share-offsite\/?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Add this to LinkedIn\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fab fa-linkedin-in\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-pinterest\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.pinterest.com\/pin\/create\/button\/?url=&amp;media=&amp;description=\" target=\"_blank\"  title=\"Submit this to Pinterest\"  style=\"color: #ffffff\" data-pin-custom=\"true\"><i class=\"fab fa-pinterest\"><\/i><span class=\"ctext\"><span data-wpsrs=\"\" data-wpsrs-svcs=\"pinterest\">0<\/span><\/span><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-print\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.printfriendly.com\/print?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Print this article \"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fa fa-print\"><\/i><\/a><\/span>\n<span class=\"sr-pdf\"><a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.printfriendly.com\/print?url=\" target=\"_blank\"  title=\"Convert to PDF\"  style=\"color: #ffffff\" ><i class=\"fa fa-file-pdf\"><\/i><\/a><\/span><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A defesa animal, enquanto movimento organizado, existe h\u00e1 cerca de um s\u00e9culo e meio; ainda que, logicamente, sempre existiram pessoas que demonstraram atos de amizade e de compaix\u00e3o sem distin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cie. 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